sábado, 9 de julho de 2016

CONREP DÁ INÍCIO ÀS MOBILIZAÇÕES PARA CAMPANHA SALARIAL 2016-17


Em união, representantes dos trabalhadores decidem no conselho demandas econômicas e as datas do Calendário de Lutas. As Olimpíadas nãos serão esquecidas pela categoria
Semana intensa para os ecetistas. Durante os dias 6 e 9 de julho, em Luziânia, trabalhadores dos Correios fizeram parte do 33º Conselho de Representantes da FENTECT (Conrep) e, nesta mesma semana, pelo menos dois ataques foram desferidos à categoria não só dos empregados da ECT, mas também da área pública em geral. O Conrep, organizado com o objetivo de unificar esses segmentos, teve a pauta reforçada pela crítica do novo presidente dos Correios, Guilherme Campos, - que culpou os ecetistas pelo absenteísmo na empresa - e pelo anúncio do conluio entre o presidente interino Michel Temer e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que sinalizou o apoio ao aumento de 40 horas para 80 horas semanais de trabalho no Brasil.
Está claro: a campanha salarial 2016/17 não será fácil para a categoria. No entanto, para os representantes será necessário lutar com convicção e razão para manter a unidade e, dessa maneira, atingir os objetivos e manter a empresa com seu caráter público e social.
Acordo Coletivo
Às próximas negociações com a ECT, o comando de negociação terá como missão entrar num acordo com a empresa para obter como direitos 15% de reajuste salarial, R$ 300 linear, R$ 400 de vale-cesta e R$ 45 de ticket-alimentação - valores decididos no 33º Conrep.
O Calendário de Lutas da campanha salarial 2016/17 tem início no dia 11 de julho, com a sistematização da pauta de reivindicações. A entrega da pauta à ECT ficou marcada para o dia 26 de julho, com ato público em frente ao edifício sede da empresa, em Brasília.
A data base terá início no dia 1 de agosto, Dia Nacional de Luta em Defesa dos Correios.
Olimpíadas
Com um ano atípico e os Correios como responsável pela logística do evento internacional, as Olimpíadas, os ecetistas optaram pelo ato público nacional no Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto, com manifestações nos outros estados do país. A data não poderia passar em branco para os trabalhadores, embora a greve geral unificada tenha sido oficializada para o dia 14 de setembro.
É lutar ou lutar
Além dos números, é preciso mostrar ao novo presidente e os demais gestores dos Correios que o absenteísmo criticado por eles é causado pela sobrecarga de trabalho, falta de profissionais nas bases, incontáveis horas-extras e falta de condições de salubridade na empresa. Ou a ECT coloca em prática melhorias demandadas pelos trabalhadores, ou os números podem aumentar, já que o acesso à saúde está cada vez mais distante.
Entre tantos problemas que a classe tem passado, há ainda de lidar com a abertura de capital dos Correios, anunciada pelo governo federal logo após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. A privatização - que dá os primeiros passos com a reestruturação da empresa, que tem como consequência, por exemplo, o fechamento de mais de duas mil agências no país - é uma ameaça aos empregos e benefícios dos ecetistas. Atualmente, o déficit de trabalhadores é de 20 mil, conforme análise da própria empresa, mas, na contramão das melhorias, a ECT tem sucateado os espaços e instrumentos de trabalho, em detrimento da qualidade de vida e profissionalização dos trabalhadores.
Ou a empresa negocia, ou continuará mantendo altos padrões de patrocínios, enquanto os empregados permanecem à míngua. Aos trabalhadores, resta a luta ou a luta. No Conrep ficou estabelecido que sejam esquecidas as desavenças. É hora de unir a categoria - também aos demais servidores do país - contra os ataques do governo que podem, consequentemente, ferir os direitos de todo e qualquer cidadão.
FONTE: http://www.fentect.org.br/noticia/conrep-da-inicio-as-mobilizacoes-para-campanha-salarial-2016-17/

KASSAB INDICA GOLDMAN PARA CARGO NOS CORREIOS



segunda-feira, 4 de julho de 2016

INDICADOS DOMINAM CÚPULA DOS CORREIOS

Dez anos depois de terem sido o estopim do escândalo do mensalão e imersos nos desdobramentos da Operação Lava Jato, os Correios enfrentam atualmente uma crise marcada pela ingerência política na cúpula da estatal. Os maiores salários da empresa são pagos para pessoas sem nenhuma experiência em logística que ocupam os cargos por indicação de partidos.
Essa prática é foco da Lei de Responsabilidade das Estatais, sancionada pelo presidente em exercício, Michel Temer. A lei restringe a ocupação de diretorias e conselhos de administração de estatais por políticos e sindicalistas. Ex-dirigentes partidários, por exemplo, só poderão ser nomeados se estiverem afastados da estrutura do partido ou campanhas eleitorais por um período mínimo de três anos.
Esse critério impediria, por exemplo, a nomeação do atual presidente dos Correios, Guilherme Campos, que assumiu antes da sanção da lei. Ele presidia o PSD, de Gilberto Kassab, que se licenciou do comando do partido ao assumir o Ministério das Cidades, no governo da presidente Dilma Rousseff.
Campos ganha por mês R$ 46,7 mil, o maior salário da companhia. A remuneração mensal de cada um dos vices é de R$ 40,6 mil. Esses cargos ainda são ocupados, em sua maioria, por indicados do PDT, partido do ex-presidente dos Correios Giovanni Queiroz, médico e fazendeiro. Ele entrou no lugar do petista Wagner Pinheiro, que comandou a estatal de 2011 a 2015.
Na atual direção, remanescente das escolhas de Queiroz, dois advogados, também indicados pelo PDT, comandam as áreas de encomendas e negócio postal. Um dentista, indicado pelo PT, era responsável pela área de tecnologia até pouco tempo. O vice-presidente de gestão de pessoas, do PDT, já foi autuado por irregularidades trabalhistas em sua propriedade rural em Minas Gerais, antes de assumir cargo de superintendente do Ministério do Trabalho.

Finanças

Mesmo com o monopólio da entrega de cartas pessoais e comerciais, cartões-postais e malotes, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) fechou no vermelho nos três últimos anos, sendo que em 2015 o prejuízo recorde foi de R$ 2,1 bilhões. A estatal ainda opera no vermelho - R$ 900 milhões nos cinco primeiros meses de 2016 - e precisará de um empréstimo do Banco do Brasil para pagar salários e fornecedores. Segundo Guilherme Campos, a empresa precisa de uma capitalização de R$ 6 bilhões do Tesouro Nacional.
A diretoria executiva tem direito a 16 assessores especiais que recebem, cada um, R$ 23 mil. Esses cargos foram considerados inconstitucionais pela Justiça do Trabalho. Os Correios firmaram um Termo de Conciliação Judicial (TCJ) com o Ministério Público do Trabalho da 10ª Região para acabar com essas funções até fevereiro de 2018. Mesmo assim, o atual presidente disse que batalhará para manter esses cargos. O custo estimado com esses assessores especiais é de R$ 500 milhões por ano.
A reportagem teve acesso ao currículo de uma das indicadas pelo PDT a esse cargo. Ela tem como única experiência profissional o trabalho de mais de 30 anos como assessora de parlamentares na Câmara.
Os Correios responderam, em nota, que não há aparelhamento político-partidário na estatal. Segundo a empresa, o atual estatuto exige "reputação ilibada" e formação em nível superior para a nomeação de membros da diretoria da empresa, critérios que são atendidos pela atual cúpula. A estatal afirmou que passou a adotar ferramentas de gestão que aumentaram a transparência e o controle.
FONTE: http://massanews.com/noticias/politica/indicados-dominam-cupula-dos-correios.html

AGÊNCIA DOS CORREIOS EM MATELÂNDIA É ALVO DE LADRÕES



TRIO INVADE CORREIOS, LEVA REFÉM E ATIRA CONTRA MORADORES NO INTERIOR DO PIAUÍ



sexta-feira, 1 de julho de 2016

CORREIOS TERÃO EMPRÉSTIMO DO BANCO DO BRASIL


BRASÍLIA - Em crise, os Correios poderão contar com a ajuda do Banco do Brasil para começar a se recuperar financeiramente. O banco vai emprestar R$ 750 milhões à empresa. A informação foi publicada no jornal “Valor Econômico” e confirmada extraoficialmente no governo.

O crédito foi aprovado pelo Conselho de Administração dos Correios, mas depende de autorização dos ministérios das Comunicações e do Planejamento. A ideia é usar o dinheiro para capital de giro. Quando a operação for aprovada, o empréstimo será pago em cinco anos, com 12 meses de carência. O financiamento será garantido por recebíveis da estatal.

Além da necessidade de capital de giro para funcionar, os Correios enfrentam um grande problema dentro de casa: a forte crise no fundo de pensão dos funcionários da empresa, o Postalis. Servidores na ativa e aposentados precisam pagar contribuição extra para ajudar a sanar o rombo bilionário do fundo.

Para piorar, existe ameaça de greve dos funcionários da empresa postal justamente no momento da realização dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro. O presidente dos Correios, Guilherme Campos, tem negociado com os sindicatos para evitar a paralisação dos serviços.

FONTE: http://oglobo.globo.com/economia/correios-terao-emprestimo-do-banco-do-brasil-19620880


GRUPO EXPLODE AGÊNCIA DOS CORREIOS E FOGE EM CARROS DE LUXO EM ITAÍBA, PE