Um total de 33 agências dos Correios pararam as atividades no Tocantins nesta
quinta-feria (11). Eles reclamam da falta de segurança nos locais de trabalho,
principalmente depois que a empresa decidiu acabar com a vigilância armada em
seis cidades do interior do estado. A greve prejudica a entrega de encomendas,
serviço de banco postal e o atendimento ao público, em geral.
Além das 33 agências, alguns
funcionários de Palmas e Araguaína também decidiram pela paralisação. Em
algumas cidades, os estabelecimentos estão fechados, como Cristalândia, Peixee Esperantina.
Em outras, o atendimento foi parcialmente interrompido. As informações são do
Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no
Estado do Tocantins (Sintect).
Conforme o sindicato, a vigilância
armada foi retirada nas cidades de Pindorama do Tocantins,Fátima, Goiatins, Piraquê, Itaporã do Tocantins e Muricilândia no início deste mês. A informação é de
que outras agências podem ser afetadas. O sindicato disse que os Correios
alegam a redução nos custos.
O Tocantins tem 150 agências dos
Correios, 230 carteiros e 250 atendentes. Em 2014, foram 24 ataques de
criminosos a agências ou a carteiros. Em 2015, form 25 e este ano já aconteceu
21 roubos.
A greve é por tempo indeterminado.
Representantes do Sintect informaram que vão reunir com a direção dos Correios
nesta manhã para tentar um acordo.
Resposta
Os Correios afirmaram que 93% dos empregados estão trabalhando normalmente e não aderiram à paralisação. Segundo a empresa pública, 16 agências do interior do estado estão trabalhando com efetivo reduzido. Em Palmas, todas as agências estão abertas.
Os Correios afirmaram que 93% dos empregados estão trabalhando normalmente e não aderiram à paralisação. Segundo a empresa pública, 16 agências do interior do estado estão trabalhando com efetivo reduzido. Em Palmas, todas as agências estão abertas.
A empresa disse que está aberta ao
diálogo. "Uma reunião direção do sindicato foi apresentada nesta
quinta-feira (11) e a empresa apresentou as ações que estão sendo executadas,
juntamente com as Polícias Federal, Militar e Civil, para garantir maior segurança
aos trabalhadores. Como acordado na reunião, os Correios irão avaliar
alternativas para ampliar o orçamento destinado à área de segurança".
Os Correios disseram ainda que não
foi convocada assembleia geral para deliberar sobre a paralisação coletiva.
Isso porque a legislação determina que as entidades sindicais ou os
trabalhadores comuniquem a decisão de paralisação com antecedência mínima de 72
horas.
FONTE: http://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2016/08/mais-de-30-agencias-dos-correios-param-atividades-e-cobram-seguranca.html

