sábado, 24 de agosto de 2013

Comando da Fentect impede que ECT imponha Acórdão do TST na negociação

A comissão da empresa queria que as discussões na negociação fossem feitas com base no Acórdão e não na Pauta de Reivindicações dos trabalhadores
As negociações com a comissão da ECT deveriam ter começado na manhã desta quarta-feira, dia 21. A comissão da empresa apresentou uma proposta de negociação feita por blocos temáticos. No entanto, quando o Comando de Negociação da Fentect pediu que a empresa dissesse como seriam esses blocos de discussão, a comissão da ECT tentou impor a discussão do famigerado Acórdão do TST, imposto aos trabalhadores no ano passado.
O Comando da Fentect, então, exigiu que a empresa refizesse a proposta com base na Pauta de reivindicações dos trabalhadores e não no Acórdão dos juízes biônicos do TST.
A reunião foi interrompida para que fosse feita nova proposta. Às 14h30, as partes voltaram a se reunir e nova rodada de negociações começou.
O Comando de Negociação da Fentect não vai permitir nenhuma imposição da ECT. O TST é uma ditadura contra os trabalhadores. A categoria não reconhece nada do que esse tribunal tem colocado com o único objetivo de acabar com o direito de campanha salarial.
Na parte da tarde, no decorrer da discussão, ficou claro que a ECT não tem interesse em negociar. Sobre nenhum dos pontos apresentados pelo Comando da Fentect, foi dada uma resposta pela comissão de negociação da empresa. O Comando apenas ouviu que a reivindicação seria levada para a administração da ECT.
Foram discutidos alguns pontos. Sobre a questão da mulher ecetista, primeiro tema levantado, será feita uma reunião específica no dia 2 de setembro, com a participação de mulheres representantes dos sindicatos. O Comando de Negociação da Fentect alertou que a empresa deve discutir seriamente o tema.
Os próximos temas discutidos da Pauta dos Trabalhadores foram a Cláusula 60, que trata sobre Cursose reuniões obrigatórios na empresa e Cláusula 61, sobre Seguro e manutenção da frota operacional, multas de trânsito e qualificação do motorista/motorizado, de suma importância para centenas de companheiros que trabalham dia-a-dia no trânsito das cidades.
Por fim, foi discutida a Cláusula 62, Transporte noturno para os empregados que trabalham em turnos da noite e da madrugada.
Em todos os casos, a comissão da empresa se comprometeu a trazer propostas para os trabalhadores.
Nessa quinta-feira, haverá apenas uma exposição dos dados econômicos da empresa. As reuniões de negociação serão retomadas na terça-feira. Foi acertado entre as partes um calendário de discussão durante todo o mês e até o meio de setembro. Caso não haja acordo, a greve dos trabalhadores está marcada para o dia 17.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Campanha Salarial 2013,acompanhe !!

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há 3 horas próximo a Brasília · 
  • Pauta da campanha salarial começa a ser discutida

    Nesta terça-feira (20), após jogar cortina de fumaça para confundir a categoria, a ECT finalmente se dispôs a discutir pontos da pauta da campanha salarial 2013

    Após muito embate e discussões, as negociações da pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2013 começaram a ser negociadas nesta terça-feira (20), da forma que deveria ser desde o princípio: com 11 representantes do comando de negociações à mesa e 30 observadores na plateia, vindos dos sindicatos de todo o País. Para que essa configuração, prevista em estatuto, fosse aceita, foram necessárias 5 reuniões e mais de 15 dias de enrolação da ECT, quer insistia em querer interferir na forma de organização do movimento sindical.

    Mas mesmo com esse avanço a Empresa não deixou de lado a postura ditatorial. Nesta reunião a Empresa começou discutindo o calendário de reuniões, quando se recusou a acatar os anseios da categoria de acelerar as negociações e realizar as negociações em dois turnos diários, pela manhã e pela tarde. Por fim ficou definido que às terças e quintas-feiras as reuniões serão pela manhã e tarde, e nas segundas e sextas-feiras ficarão a critério das comissões de acordo com as disponibilidades.

    Em seguida foi iniciada a discussão da Cláusula 16 da Pauta de Reivindicações – Não ao trabalho no fim de semana e feriado. Essa é uma questão fundamental para os trabalhadores, pois como se não bastasse a hora extra, que está se tornando comum em todos os setores, a empresa abusa nas convocações, inclusive através da imposição do banco de horas. A Empresa alegou que precisa de pessoas para trabalhar nos fins de semana e feriados, porém a Comissão dos trabalhadores foi firme em seus argumentos.

    A Federação contrargumentou, afirmando que os trabalhadores também tem direito e necessidade de descanso, lazer e convívio família. A Secretária Geral da Fentect, Anaí Caproni, afirmou que trabalhar nos feriados e fim de semana, não é questão de dinheiro: "Essa situação seria resolvida facilmente se a Empresa contratasse a quantidade de trabalhadores suficiente para suprir a demanda da semana. A vida social do trabalhador tem que estar em primeiro lugar. A empresa se aproveita e tenta manter os funcionários reféns de suas convocações".

    A Diretora da Fentect, Amanda Corsino, reafirmou: "Somos contra o trabalhador ter que trabalhar o fim de semana e feriados, além do que muitas vezes demora para que o trabalhador receba o valor extra de um domingo no qual trabalhou. Portanto, o descanso com a família não tem preço". Os negociadores da ECT se comprometeram a levar as considerações feitas pelo comando para consideração da área de operações da direção da ECT, apesar de terem dito anteriormente que a pauta já havia sido avaliada pela Empresa.

    A discussão prosseguiu com o debate sobre a cláusula 17, que trata da Gratificação Isonômica de função. A Federação questionou o porquê da diferenciação entre estados, já que o trabalho é o mesmo. A Empresa se contradiz à mesa: um dos negociadores afirma que a diferenciação ocorre devido ao diferencial de mercado, enquanto outro afirma que é por conta do porte da DR. Nesse mesmo ponto os negociadores da ECT disseram que não vão definir nada por enquanto, e que também irão levar para consideração da diretoria da empresa.

    Nova reunião está marcada para quarta-feira (21) as 9h30, na Universidade dos Correios

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Campanha Salarial 2013,acompanhe !!

Notícias da Categoria

20/08/2013

Em negociação, ECT mantém a enrolação

Com 11 negociadores da Fentect na mesa e mais os observadores do Comando de todo o país, a quarta reunião de negociação da Campanha Salarial dos trabalhadores dos Correios foi realizada na tarde desta terça-feira (20). Os debates giraram em torno do calendário das reuniões e das cláusulas 16 e 17 da Pauta de Reivindicações, mas apesar disso, a ECT manteve a enrolação e a falta de disposição em negociar.

A cláusula 16 “Não ao no fim de semana e feriado” foi colocada em discussão como uma questão fundamental para os trabalhadores, já que a Empresa abusa nas convocações, inclusive através da imposição do banco de horas. A resposta da ECT foi que eles se comprometem a levar a questão para a área de operações da direção, sem nenhuma resposta concreta à reivindicação.

Durante o debate da cláusula 17 “Isonomia de função”, os representantes da Empresaafirmaram que nada poderia ser definido ali e que também levariam essa discussão para a diretoria da EC T.

Apesar de terem dito que a Pauta de Reivindicações já havia sido avaliada, com essa postura a Empresa mostra claramente que não que se comprometer na negociação e empurra mais uma vez o debate. A retomada da reunião está prevista para esta quarta-feira (21), às 9h30.

Chega de enrolação, queremos negociar! Ou a ECT senta na mesa para dar respostas às reivindicações dos trabalhadores ou vamos parar as máquinas!

Campanha Salaria 2013,acompanhe !

EMPRESA NÃO QUER SE COMPROMETER COM NADA. A REUNIÃO SERÁ RETOMADA AMANHÃ ÀS 9H30M

Foram pontos de debate as cláusulas 16 e 17 da Pauta de Reivindicações.
empresa claramente não quer se comprometer com nada. Acabou dizendo irá levar as questões para a diretoria.
O Comando está esperando o fechamento da Ata. Ficou previsto para amanhã a retomada da reunião.
O Comando espera que as negociações avancem, e a empresa sente na mesa para de fato dar respostas às reivindicações dos trabalhadores.

Campanha Salaria 2013,acompanhe !

DISCUSSÃO DA CLÁUSULA 17 – ISONOMIA DE FUNÇÃO

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Os membros do Comando pelo lado da empresa, dizem que vão levar a proposta dos trabalhadores. Apesar de já terem dito que a PAUTA já havia sido avaliada pela empresa.
Continuando a discussão, está sendo feito o debate sobre a cláusula 17 Isonomia de função.
Nesse mesmo ponto os negociadores da ECT disseram que não vão definir nada por enquanto e disseram que irão levar para a discussão na diretoria da empresa.

Campanha Salarial 2013,acompanhe !

DEBATE DA CLÁUSULA 16 – NÃO AO TRABALHO NO FIM DE SEMANA E FERIADO

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A imagem ilustra que tudo poderia ter começado deste modo. Como ocorriam no ano passado, com 11 negociadores da FENTECT na Mesa com a direção da ECT e mais os observadores, do Comando vindo dos sindicatos de todo o país.
Nesta primeira reunião a empresa começa discutindo o calendário de reuniões.
Na sequência é colocada em discussão os abusos da convocação da empresa nos finais de semana e feriados. A Cláusula 16 da Pauta de Reivindicações – Não ao no fim de semana e feriado.
Essa é uma questão fundamental para os trabalhadores pois como se não bastasse a hora extra está se tornando comum em todos os setores, a empresa abusa nas convocações, inclusive através da imposição do banco de horas como vem sendo imposto pelo TST nos dois últimos anos.
Os representantes da ECT se comprometem a levar a questão para consideração da área de operações da direção da ECT.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

QUE COISA EM ?

Correios pagou por parafuso para cirurgia ortopédica valor de carro popular

Sede dos Correios no Rio
Sede dos Correios no Rio Foto: Nina Lima / Extra
Flávia Junqueira
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Doze parafusos, duas arruelas, duas porcas, uma broca, cimento e enxerto ósseos e mais algumas hastes e cânulas. A lista de material usado na cirurgia de coluna de uma paciente de 80 anos, paga pelos Correios, não tem mais do que 15 itens, mas saiu a R$ 961.886,56. Uma pesquisa feita pelo EXTRA com médicos, fornecedores de material cirúrgico e em licitações eletrônicas realizadas por órgãos públicos, mostra que a relação não sairia por mais que R$ 90 mil. A diferença entre os valores cobrados e ospesquisados chega a quase 5.000%. Um único parafuso ilíaco saiu por mais de R$ 25 mil, valor equivalente ao de um carro popular zero quilômetro. Os Correios, uma empresa pública, informaram que estão apurando o caso.
A cotação de preços, feita com apenas uma empresa, a 02 Surgical, com sede no Centro do Rio, foi realizada pelos Correios e aprovada pelo gerente de saúde da empresa pública, em 26 de março deste ano. A paciente é filha de um aposentado da empresa pública.
No formulário de Autorização de Materiais para Procedimento Cirúrgico, uma observação manuscrita: “Por se tratar de um procedimento pós-cirúrgico, onde os materiais apresentados já foram utilizados, autorizaremos o valor proposto”.
Na ficha, há a informação de que a cirurgia foi de emergência. No entanto, a Guia de Solicitação de Internação da mesma paciente diz o contrário: a operação foi eletiva e a internação aconteceu em 14 de março deste ano.
— A cirurgia e todo o material foram liberados previamente pelos Correios. Foi um processo demorado, que levou quase quatro meses. A cirurgia não foi de emergência. A paciente estava sem andar, em função de um quadro grave de osteoporose, e hoje está bem, caminhando — diz o neurocirurgião Ricardo Ribeiro, que realizou a cirurgia no Hospital Espanhol, no Centro do Rio.
Ribeiro explica que entrega ao hospital a lista de material de que precisará para o procedimento, dando as especificações de cada item. Quem faz a compra e a forma como isso é feito depende das políticas da unidade de saúde e do convênio que pagará a operação. No caso dos Correios, a cotação e a compra são feitas pela empresa.
— Quando o material é comprado, sou avisado e marco a cirurgia. Não tenho nada a ver com a compra. Recebi honorários médicos pela cirurgia que não chegaram a R$ 5 mil para toda a equipe — afirma o médico, que foi presidente da Sociedade de Neurocirurgia do Estado do Rio de Janeiro entre 2010 e 2012.
A cirurgia foi feita no Hospital Espanhol
A cirurgia foi feita no Hospital Espanhol Foto: Thiago Lontra / Extra
Segundo Ribeiro, é impossível que o material usado na cirurgia tenha custado mais de R$ 961 mil:
— Tenho conhecimento de quanto custa esse material. Isso é uma loucura completa. O documento dos Correios é mentiroso. Nunca vi uma conta médica de doente internado chegar a esse valor. Uma cirurgia como esta que foi realizada gasta em material algo em torno de R$ 60 mil a R$ 100 mil.
Ribeiro arrisca um palpite:
— Isso deve ser um erro de digitação, tem um zero a mais. Erros acontecem. Quantas vezes não errei o cheque?
O médico explica que o tipo de parafuso usado na cirurgia é importado e tem apenas um fornecedor no Brasil, a empresa Tecnicare. No entanto, no documento dos Correios costa que o fornecedor foi a 02 Surgical.
— Não existe apenas um tipo de prótese. Tenho que direcionar o que eu estou pedindo. Os parafusos não são todos iguais. Parafusos com injeção de cimento só são fornecidos pela Tecnicare. Nunca ouvi falar em 02 Surgical — afirma Ribeiro.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa dos Correios afirma que "essa ocorrência foi constatada pela empresa que, de imediato, abriu processo apuratório e adotou as medidas pertinentes ao caso, que estão em andamento". Procurado, o Hospital Espanhol não respondeu às perguntas enviadas à direção médica pelo EXTRA.
A equipe do EXTRA foi até a sede da 02 Surgical, mas não encontrou nenhum funcionário no endereço informado pela empresa na internet, na Rua Conde Lages, no Centro. Um porteiro do prédio, no entanto, confirmou que a empresa continua funcionando naquele local.

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