quarta-feira, 13 de julho de 2016

SUSPEITO DE ARROMBAR AGÊNCIA DOS CORREIOS DE REGENERAÇÃO É PRESO



TRIO ASSALTA CORREIOS DE MIRANTE DA SERRA E LEVA TODO DINHEIRO DO COFRE



DINHEIRO ROUBADO DE CORREIOS ESTAVA EM CANOS, DIZ POLÍCIA DE MUZAMBINHO

Canos de PVC eram usados para esconder parte dos mais de R$ 240 mil em dinheiro apreendidos nesta segunda-feira (11) na casa dos suspeitos de envolvimento com uma quadrilha especializada em assaltos na região. A apreensão aconteceu em Muzambinho (MG), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Um rapaz de 20 anos foi detido no Centro da cidade, quando se preparava para lavar o carro em um posto de combustíveis. O comparsa de 25 anos conseguiu fugir.

Inicialmente, a polícia havia divulgado a apreensão de cerca de R$ 100 mil em dinheiro e que a quadrilha investigada estava envolvida com assalto a bancos. Nesta terça-feira (12), foi informado que o valor era bem maior e estava guardado em várias partes da casa, no bairro Jardim Altamira, inclusive em tubos de PVC que se encontravam pendurados em uma árvore. O dinheiro também seria resultado do roubo a uma agência dos Correios de Guaranésia (MG), além de outras agências bancárias da região.

Mais de R$ 240 mil estavam escondidos em várias partes da casa de suspeitos em Muzambinho, MG
(Foto: Reprodução EPTV/Cacá Trovó)

Gerente e esposa reféns

No dia 27 de junho, cinco homens armados e encapuzados fizeram reféns o gerente da agência dos Correios e a esposa em Guaranésia. Um dos suspeitos se disfarçou de funcionário da instituição e acompanhou o gerente até a agência. A esposa dele foi trancada em um quarto da casa onde moram.

As investigações levaram os policiais até dois rapazes que dividiam uma casa no bairro Jardim Altamira. Eles estavam em um posto de combustíveis para lavar o carro quando a patrulha chegou.

Na abordagem,um dos suspeitos conseguiu escapar. O outro foi levado até a delegacia e um segundo mandado foi expedido pela Justiça autorizando os investigadores a irem até a casa dele.

Canos de PVC foram usados por suspeitos para esconder dinheiro que teria sido roubado em Guaranésia
(Foto: Reprodução EPTV/Cacá Trovó)

No imóvel, além do dinheiro, foram apreendidos um revólver, comunicadores, celulares, três carros, munição e cadernos de anotação. A polícia investiga se a dupla atuou crimes semelhantes ocorridos na região, como assaltos a bancos.

FONTE: http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2016/07/dinheiro-roubado-de-correios-estava-em-canos-diz-policia-de-muzambinho.html


CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA 2016 LANÇA O PRIMEIRO INFORME COM ORIENTAÇÕES

FENTECT mantém abertura e união aos 36 sindicatos da categoria, para reforçar a luta contra a privatização e os ataques da ECT aos trabalhadores
Já dizia o ditado: "a união faz a força". E, agora, chegou o momento ideal para que todas as categorias de trabalhadores dos setores público e estatal do Brasil reúnam interesses, demandas e necessidades, para mostrar ao governo interino de Michel Temer que todos estão juntos "por nenhum diereito a menos". O 33º Conselho de Representantes da FENTECT (Conrep) foi o pontapé inicial não apenas para a campanha salarial, mas para o processo que integrará ecetistas, petroleiros e bancários, além das demais classes que tenham a data base marcada para o segundo semestre.
Conforme o Calendário de Lutas da Campanha Salarial 2016, essa segunda-feira (11) foi exclusiva para que os 36 sindicatos de ecetistas realizassem um grande debate, em Brasília. Três pontos principais foram abordados, como a organização de um amplo movimento com toda a categoria contra a privatização da empresa, unificação de todos os sindicatos de Correios com outras categorias, com campanhas salariais para serem discutidas a partir do mês de julho, e resposta às declarações do novo presidente dos Correios, Guilherme Campos.
Quanto ao que foi dito pelo presidente, os trabalhadores consideram acusações covardes e levianas, proferidas por uma "forasteiro", que desconhece a realidade dos Correios, tendo em vista, inclusive, a indicação política para o cargo. A categoria entende que é preciso denunciar incisivamente a postura de Guilherme Campos, que tem gerado constrangimentos e agressões aos empregados da ECT em diversas partes do país.
Voz à luta
Para denunciar e reforçar a campanha em conjunto, também serão utilizados os meios públicos,
como as mídias sociais, abaixo-assinados em todas as cidades, cartas abertas à população, carros de som nos bairros e a criação de comitês contra a privatização. As representações dos trabalhadores, em consentimento, ainda optaram pela divulgação unificada pelo Brasil e uma greve geral que promete parar o país, no dia 14 de setembro de 2016, a partir das 22 horas. Seguem, no entanto, as discussões sobre o calendário unificado com bancários e petroleiros.
A FENTECT reforça o empenho e a participação com seus representantes nessa luta. A união, tão difundida durante o Conselho de Representantes, está em pauta, conforme ficou claro por vontade de todos os participantes. Em conjunto com outras classes de trabalhadores do país, a FENTECT espera fazer um trabalho eficaz para barrar os ataques da ECT, garantir e assegurar os direitos e os empregos dos ecetistas. Não será uma campanha de fácil negociação, mas o comando já está pronto e em atividade pelos melhores resultados.
Todos os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios podem ficar por dentro das datas do Calendário de Lutas da Campanha Salarial 2016 e acompanhar as notícias nos principais canais da FENTECT.

FONTE: http://www.fentect.org.br/noticia/campanha-salarial-unificada-2016-lanca-o-primeiro-informe-com-orientacoes/




segunda-feira, 11 de julho de 2016

CONREP DÁ INÍCIO ÀS MOBILIZAÇÕES PARA CAMPANHA SALARIAL 2016-17

Em união, representantes dos trabalhadores decidem no conselho demandas econômicas e as datas do Calendário de Lutas. As Olimpíadas nãos serão esquecidas pela categoria
Semana intensa para os ecetistas. Durante os dias 6 e 9 de julho, em Luziânia, trabalhadores dos Correios fizeram parte do 33º Conselho de Representantes da FENTECT (Conrep) e, nesta mesma semana, pelo menos dois ataques foram desferidos à categoria não só dos empregados da ECT, mas também da área pública em geral. O Conrep, organizado com o objetivo de unificar esses segmentos, teve a pauta reforçada pela crítica do novo presidente dos Correios, Guilherme Campos, - que culpou os ecetistas pelo absenteísmo na empresa - e pelo anúncio do conluio entre o presidente interino Michel Temer e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que sinalizou o apoio ao aumento de 40 horas para 80 horas semanais de trabalho no Brasil.
Está claro: a campanha salarial 2016/17 não será fácil para a categoria. No entanto, para os representantes será necessário lutar com convicção e razão para manter a unidade e, dessa maneira, atingir os objetivos e manter a empresa com seu caráter público e social.
Acordo Coletivo
Às próximas negociações com a ECT, o comando de negociação terá como missão entrar num acordo com a empresa para obter como direitos 15% de reajuste salarial, R$ 300 linear, R$ 


400 de vale-cesta e R$ 45 de ticket-alimentação - valores decididos no 33º Conrep.

O Calendário de Lutas da campanha salarial 2016/17 tem início no dia 11 de julho, com a sistematização da pauta de reivindicações. A entrega da pauta à ECT ficou marcada para o dia 26 de julho, com ato público em frente ao edifício sede da empresa, em Brasília.
A data base terá início no dia 1 de agosto, Dia Nacional de Luta em Defesa dos Correios.
Olimpíadas
Com um ano atípico e os Correios como responsável pela logística do evento internacional, as Olimpíadas, os ecetistas optaram pelo ato público nacional no Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto, com manifestações nos outros estados do país. A data não poderia passar em branco para os trabalhadores, embora a greve geral unificada tenha sido oficializada para o dia 14 de setembro.

É lutar ou lutar
Além dos números, é preciso mostrar ao novo presidente e os demais gestores dos Correios que o absenteísmo criticado por eles é causado pela sobrecarga de trabalho, falta de profissionais nas bases, incontáveis horas-extras e falta de condições de salubridade na empresa. Ou a ECT coloca em prática melhorias demandadas pelos trabalhadores, ou os números podem aumentar, já que o acesso à saúde está cada vez mais distante.

Entre tantos problemas que a classe tem passado, há ainda de lidar com a abertura de capital dos Correios, anunciada pelo governo federal logo após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. A privatização - que dá os primeiros passos com a reestruturação da empresa, que tem como consequência, por exemplo, o fechamento de mais de duas mil agências no país - é uma ameaça aos empregos e benefícios dos ecetistas. Atualmente, o déficit de trabalhadores é de 20 mil, conforme análise da própria empresa, mas, na contramão das melhorias, a ECT tem sucateado os espaços e instrumentos de trabalho, em detrimento da qualidade de vida e profissionalização dos trabalhadores.
Ou a empresa negocia, ou continuará mantendo altos padrões de patrocínios, enquanto os empregados permanecem à míngua. Aos trabalhadores, resta a luta ou a luta. No Conrep ficou estabelecido que sejam esquecidas as desavenças. É hora de unir a categoria - também aos demais servidores do país - contra os ataques do governo que podem, consequentemente, ferir os direitos de todo e qualquer cidadão.
FONTE: www.fentect.org.br/noticia/conrep-da-inicio-as-mobilizacoes-para-campanha-salarial-2016-17/


CRIAÇÃO DE UM NOVO BANCO ESTÁ DESCARTADA

BRASÍLIA E SÃO PAULO - No auge da parceria, Correios e Banco do Brasil (BB) chegaram a anunciar a criação de um novo banco, em novembro de 2013 - projeto que está totalmente descartado pela nova gestão das duas empresas públicas. Na época, os sócios chegaram a anunciar que tinham estabelecido um novo modelo de parceria para por fim à concorrência entre os bancos para explorar o serviço. Em vez de realizar concorrência, baseada no maior valor oferecido para exploração da rede, Correios e BB seriam sócios de uma nova empresa, cada um com 50%. O modelo não vingou.
Quando o BB arrematou o Banco Postal, o Brasil vivia o auge do processo de bancarização, com milhões de pessoas migrando das classes D e E para a C. Além disso, o consumo estava no ápice. O momento atual, porém, vai na contramão. As pessoas estão com menor poder aquisitivo e o consumo segue reprimido diante de 11,4 milhões de desempregados.
Em paralelo, as transações bancárias migram, cada vez mais, para os canais digitais. No ano passado, operações via dispositivos móveis, que inclui celulares e tablets, cresceram 138%, galgando a segunda posição atrás apenas do internet banking, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em alguns bancos, como no BB, por exemplo, os canais remotos já lideram em termos de importância.
Uma fonte diz que a complementaridade que o Postal traz para o BB é importante, já que está em 95% dos municípios do Brasil, com mais de 6 mil agências, enquanto o banco público tem presença em metade do território nacional. Mas, considerando o contexto atual, pontua a fonte, o negócio deixa de ser o que foi para o Bradesco que deteve o canal do Postal por dez anos. Quando perdeu o contrato para o BB, abriu mais de mil agências para compensar o fim da parceria com os Correios e para atender a administração da folha de pagamentos dos funcionários do governo do Rio de Janeiro.
Operações
O Postal, nas agências dos Correios, sempre ofereceu serviços bancários básicos. Quando o BB assumiu o contrato, desenvolveu um projeto na esteira do esforço de ampliar suas receitas para transformá-lo em uma instituição completa, passando a vender um leque maior de produtos como seguros, cartões, crédito e aplicações. Na ocasião, a gestão seria compartilhada entre o BB e os Correios. Chegaram a obter aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para o novo acordo, firmado no início de 2014. O plano de negócios, porém, emperrou com a complexidade do negócio e o momento de crise.
Com mais de 1,9 milhão de correntistas, o Postal tem mais de 70% dos clientes com produtos bancários. Com mais de duas soluções, porém, essa fatia cai para pouco mais de 20%. Em termos de crédito, o volume desembolsado no primeiro trimestre chegou a R$ 242 milhões, mais que o dobro da cifra registrada após um ano do início do contrato, de R$ 113 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
FONTE: http://www.dci.com.br/financas/criacao-de-um-novo-banco-esta-descartada-id560359.html

ENCAMINHAMENTOS DE AÇÕES AJUIZADAS PELA FENTECT SÃO APRESENTADOS NO 33º CONREP

Nesta sexta-feira, a assessoria jurídica da federação apresentou aos participantes do conselho as ações principais da categoria e demonstrou abertura para o auxílio a quem precisa
Demandas muito requisitadas pela categoria ecetista foram abordadas nesta sexta-feira (8) - no 33º Conrep - para sanar dúvidas e prestar contas com os trabalhadores da base. Os inscritos no conselho contaram com a participação da assessoria jurídica da FENTECT, para falar sobre as ações que têm sido ajuizadas pela federação, e do DIEESE, com esclarecimentos relacionados à economia do País e às principais negociações coletivas de 2015. Dados importantes, que podem influenciar na próxima campanha salarial dos empregados dos Correios.
AADC
Luciana Martins, advogada do escritório Roberto, Mauro & Advogados, explicou questões relativas ao pagamento do Adicional de Atividade de Distribuição e/ou Coleta Externa (AADC) e ao abono pecuniário de férias. "Desde novembro de 2014, tem sido descontado o AADC em razão do adicional de periculosidade, já que ambos correspondem a 30% do salário. Houve uma primeira ação na 10ª Vara de Brasília, com tutela antecipada. No entanto, a empresa recorreu com mandado de segurança, com a justificativa do impacto financeiro. A tutela, então, foi cassada", relembrou. Luciana informou que está marcada uma próxima audiência inaugural para o dia 24 de agosto deste ano.
A advogada destacou que o único fundamento utilizado pela empresa, até hoje, foi de cunho econômico, sem levar em consideração a natureza dos benefícios - o AADC é destinado a todos os carteiros devido à insalubridade da profissão e o adicional de periculosidade, instituído por lei federal, a todos os motociclistas, ainda mais vulneráveis.
Abono Pecuniário
Estabelecido pelo Manual de Pessoal da ECT (Manpes) e previsto no ACT - Cláusula 59 -, ao trabalhador é concedido o direito de venda de 10 dias das férias. Acrescido a esse valor, a empresa deve pagar mais 70%. No entanto, em maio, a ECT publicou memorando afirmando que, a partir do mês de junho, não realizaria mais o pagamento desse adicional ao valor dos dias vendidos.
De acordo, ainda, com a Súmula 51 do Tribunal Superior do Trabalho, quando o empregador dispuser de algum benefício aos empregados, passa, então, a ter caráter de lei vigente entre as partes e o mesmo não pode promover alterações de maneira unilateral. "Essa regra deve ser cumprida. A simples revogação fere a súmula e traz grandes prejuizos aos trabalhadores", ressaltou a advogada.
Luciana Martins anunciou nova audiência sobre o abono pecuniário no dia 25 de julho e esclareceu que o juiz responsável pelo caso entendeu que não há urgência sobre a supressão do pagamento, que, segundo ele, não afetaria a vida de cada empregado a partir de 1 de junho.
Postalis - Plano BD
Para não restar dúvidas entre os ecetistas, o advogado Leandro Madureira, também da assessoria jurídica da federação, esclareceu: "a entidade Postalis possui dois planos. No de benefício 
saldado, fechado a novas adesões, haverá um percentual referente a um benefício que se pretende alcançar quando da aposentadoria". Conforme o advogado, nesse caso, a coletividade participa tanto do sucesso quanto do insucesso do plano. "Não há nada que possa ser feito, pois é a maneira que foi instituído desde o início. Não há como a pessoa não ser responsabilizada", destacou.
Já no Plano de Contribuição, não se sabe qual será o valor do benefício final. É necessário contribuir para alcançar o almejado. "Quando o trabalhador aposentar, a entidade fará um cálculo para descobrir quanto a pessoa vai receber por mês", explicou.
Sucessivos resultados deficitários no plano BD resultaram no equacionamento do déficit, de acordo com o advogado. Em abril deste ano foi finalizado o relatório da CPI dos Fundos de Pensão, o que gerou o grande caos. O documento confirma que, entre o Postalis e o Banco BNY Mellon, foi firmado contrato de prestação de serviços. Ou seja, o fundo terceirizou a atividade passando a gestão da carteira de investimentos à instituição financeira, que administrou, ainda, os recursos internos. "O banco ganhou poder sensacional. Colocaram o dinheiro onde quiseram, como na compra de títulos de procedências duvidosas. Antes, era investido na União, boa pagadora, e então passaram a títulos da Argentina e Venezuela", contou Leandro.
Como resolver
Segundo o advogado, a solução do problema é exclusivamente judicial. "Mas o ajuizamento de ações maciças deve ser pensado, pois tudo é provisionado como perda e pode ser retirado do trabalhador futuramente. Somente pode entrar com ação judicial caso a briga seja boa, ou essa poderá exigir o aumento de contribuições", avisou o advogado.
A ação judicial da FENTECT defende que o plano de equacionamento não pode ser aplicado no exercício em que foi aprovado - abril de 2016. Também, que a dívida da ECT com o Postalis não pode ser contabilizada no equacionamento. A má gestão do fundo corresponde a 60% do déficit, reconhecida na CPI. "Apontamos exclusivamente questões relacionadas a formas e critérios de justiça, porque não é possível haver um prejuízo tão grande assim e querer que o trabalhador pague a conta. Essa ação judicial gerou trabalho durante o mês inteiro no sentido de obtermos uma liminar. O juiz responsável, no entanto, preferiu esperar um prazo devido às notícias diferentes a cada dia sobre o caso", relatou Leandro Madureira.
Ainda conforme a assessoria jurídica, o pedido de liminar do processo da FENTECT não foi apreciado porque o juiz declinou a competência para o juízo da terceira vara cível. "Lá existe processo com liminar deferida, ajuizada em maio, quando foram suspensas contribuições extraordinárias. Ele, então, preferiu concentrar nas mãos de um único jurista que já havia se pronunciado a respeito. Pelo menos agora dá para prever o posicionamento", disse. Ele garantiu, no entanto, que situações particulares poderão ser analisadas individualmente. Todos os processos que tratam do Postalis, independente de quem seja, estão sendo monitorados pela assessoria jurídica da federação", continuou.
Devolução dos descontos
Questionado, o advogado Leandro Madureira explicou que não há como ser devolvido o que foi utilizado para o equacionamento. O plano em equilíbrio é o que todo fundo quer - ter ativo suficiente para pagar o passivo. Caso chegue a existência de superávit, então, poderá ser distribuído ou diminuir as contribuições.
Quanto ao desligamento do fundo, ele alega que a análise é individual e deve ser feita com base no patrimônio jurídico do trabalhador. "Educação previdenciária é o melhor para tudo. Se deixar o dinheiro na mão de outra pessoa sem saber o que está sendo feito, não há porque reclamar depois", sugeriu.
DIEESE
O diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Max Leno, sobre a crise, apontou alguns fatores chave como a situação do Produto Interno Bruto brasileiro. “No ano de 2015, o Brasil teve uma queda superior a 3% no PIB, retração econômica”, enfatizou o diretor. Além disso, o declínio do país em relação ao PIB mundial é fator preocupante. Enquanto o país retrai, a economia média do mundo vem crescendo 2,9% ao ano, segundo Max.
O DIEESE ainda indica que, no ano passado, a taxa inflacionária chegou a fechar em 11,5% e os setores de habitação, bebidas e alimentação foram os que mais pressionaram a inflação. “Muitos pensam que quando chega na data base a inflação está segurada, mas isso não existe mais na economia brasileira”, alertou o diretor. “O que causa um problema sério para a economia brasileira”, afirmou ao lamentar que, com esses indicadores, as empresas estão desanimadas e reduzem, cada vez mais, os investimentos.
Por fim, foi apresentado um panorama das negociações do âmbito das empresas estatais, no ano de 2015. Segundo estatísticas, algumas apresentaram dados inferiores ao mesmo período de outros anos. A única negociação que trouxe de fato um ganho real foi a do Banco do Brasil, de 0,43%.
Pé atrás
"Para a ECT, tudo é justificado pela crise econômica. O primeiro que sofre é o trabalhador, nos direitos conquistados", declarou a advogada Luciana Martins. A assessora comunicou que as ações já foram ajuizadas e o trabalho será realizado nas audiências, para conseguir, mediante conversa com o juiz e após a defesa, as liminares e reestabeler os pagamentos. "Será necessária a união de vocês, não somente por meio das ações, mas a mobilização nas próximas negociações coletivas, que serão mais difíceis, quando a empresa vai querer retirar tudo e essas questões servirão de moeda de troca", acautelou.

FONTE: http://www.fentect.org.br/noticia/encaminhamentos-de-acoes-ajuizadas-pela-fentect-sao-apresentados-no-33o-conrep/#imageGallery[pp]/0/

EM CRISE, CORREIOS CORTARÃO PATROCÍNIO E VENDERÃO IMÓVEIS

BRASÍLIA - Com um prejuízo de R$ 2,1 bilhões no ano passado e um novo rombo de R$ 900 milhões nos cinco primeiros meses de 2016, os Correios se preparam para mais um tombo nas finanças: terão de provisionar R$ 1,8 bilhão da Reserva Técnica de Serviço Anterior (RTSA), recursos que poderão ser aportados no Postalis, o fundo de pensão dos servidores. Em entrevista ao GLOBO, o presidente da estatal, Guilherme Campos, disse que, para tentar levantar as finanças, a empresa cortará patrocínios, venderá imóveis, cogita empréstimo bancário, renegocia a parceria com o Banco do Brasil no Banco Postal e ainda quer aumentar a participação dos funcionários no plano de saúde.

— As despesas com patrocínio estavam em R$ 300 milhões no ano passado. Este ano estão em R$ 180 milhões e quero baixar o valor pela metade no ano que vem — afirmou o presidente dos Correios. — Chegou aqui a renovação do Aberto de Tênis no Rio no ano que vem. Estamos fora.

Tudo isso, porém, não será suficiente para conseguir dinheiro até setembro. Campos admite que pode faltar dinheiro para pagar os 117,4 mil funcionários da estatal. A folha de pagamento da instituição corresponde a cerca de 60% a 70% do faturamento anual, que está em torno de R$ 10 bilhões.

— A partir de setembro, as coisas começam a se complicar — disse Campos.

Para não atrasar salários, o presidente da empresa pedirá ao Tesouro Nacional a devolução de R$ 3,8 bilhões retirados do caixa no governo anterior. Ele argumentou que, de 2007 a 2013, o Tesouro tirou do caixa dos Correios mais de R$ 6 bilhões.

Como, pela legislação em vigor, a estatal teria obrigação de repassar 25% do seu resultado, o Tesouro, afirma, teria retirado R$ 3,8 bilhões a mais.


— A empresa está indo buscar de volta aquilo que foi retirado antecipadamente — resumiu Campos. — Estou começando devagar. Fiz um mês aqui. Paralelamente a isso, temos empréstimo bancário e venda de ativos. Se alguém tiver alguma outra ideia brilhante, pode falar. Além disso, os Correios têm muitos imóveis em várias regiões nobres do Brasil inteiro.

‘TIRAR A GREVE DO CALENDÁRIO’


Outro problema é a greve que pode ocorrer em agosto, que Campos classifica de “tragédia para a empresa”. Ele observou que, nos anos de 2013 e 2014, as paralisações tiveram um impacto de R$ 200 milhões. Para evitar que essa situação se repita, o presidente da estatal conta que está negociando com 36 sindicatos e quatro associações de servidores:

— Greve é um desastre para a empresa na situação que ela está hoje, é uma tragédia. Eu chamo todo mundo para a responsabilidade. Não sou um iluminado que vai resolver sozinho — afirmou. — Eu gostaria de mudar o calendário oficial brasileiro, que tem carnaval, coelhinho da Páscoa, greve dos Correios e Natal. Eu quero tirar a greve dos Correios do calendário.

Sobre uma possível privatização dos Correios, Campos revelou que essa é a pergunta que mais ouve desde que assumiu o cargo:
— Quem pode responder isso é o presidente (interino, Michel) Temer. Não tenho condição de responder.

Outro grave problema que ele aponta na empresa é o absenteísmo. O elevado índice de faltas, por diversas razões, preocupa a direção dos Correios. A média no Brasil é de 15%, mas há estados, como o Rio, que registram um índice de absenteísmo de 20%.

— Os Correios fazem mal à saúde. O índice de falta ao trabalho é absurdo. O Rio de Janeiro, por exemplo, está o caos. O cenário do Rio é muito ruim, e a questão principal é a segurança — disse.

CRISE DO POSTALIS NÃO SE RESOLVE A CURTO PRAZO

Engenheiro civil, filho e neto de comerciantes e ex-deputado federal, Campos conta que, ao chegar aos Correios, encontrou um corpo de funcionários desmotivado e com baixa autoestima. Ele ressalta que a grave crise pela qual passa o Postalis não será resolvida a curto prazo. Campos defende o provisionamento do RTSA, da ordem de R$ 1,8 bilhão, no balanço.

Quanto ao plano de saúde dos Correios, ele afirmou que a atual equação, em que a empresa paga 90%, e os funcionários, 10%, terá de mudar:

— Do jeito que está, a empresa não aguenta.

Campos considera ainda que uma das alternativas para melhorar a situação financeira dos Correios é ampliar o número de agências franqueadas. Hoje são mil em todo o país.
— Vamos dar mais munição para as atuais e abrir para novas franquias — explicou.

Já com relação ao contrato dos Correios com o Banco do Brasil, referente ao Banco Postal, Campos disse que as negociações estão em andamento. As conversas, admitiu, não têm sido fáceis.

— O tipo de atividade que o Banco Postal faz, o sistema financeiro não quer mais. Os bancos não querem clientes na agência nem trabalhar com dinheiro. Correspondente bancário faz justamente o inverso.

Perguntado sobre como vê a economia brasileira, declarou:

— A gente viveu um sonho. A gente cresceu, distribuiu riqueza, foi no crédito, e crédito uma hora tem de ser pago.


FONTE: http://oglobo.globo.com/economia/em-crise-correios-cortarao-patrocinio-venderao-imoveis-19683669


domingo, 10 de julho de 2016

BANCO DO BRASIL QUER SAIR DE SOCIEDADE COM OS CORREIOS


A parceria do Banco do Brasil com os Correios no Banco Postal corre o risco de acabar neste ano. Os dois sócios na prestação de serviços financeiros discordam, atualmente, do objetivo e, principalmente, do valor do negócio.

Com rombo nos últimos três anos, sendo o de 2015 de R$ 2,1 bilhões, os Correios veem a renovação do contrato com o BB como uma oportunidade de injetar dinheiro na estatal, que ainda opera no vermelho neste ano. O melhor resultado da história dos Correios foi justamente o de 2012, afetado pelo negócio com o banco público.

Já o BB, segundo fontes, não considera o negócio tão vantajoso, em meio ao cenário econômico adverso e às mudanças no comportamento dos clientes. Sem o BB, os Correios precisariam leiloar novamente o serviço neste ano. Segundo a avaliação dos maiores bancos do País, há pouco apetite para explorar a rede de agências da estatal, presente em 95% das cidades brasileiras. Com o avanço dos canais digitais e os desafios de tornar a rede física rentável, a atratividade do canal diminuiu.

O Bradesco, que ficou com o Postal por dez anos, abriu mais de mil agências após deixar de operar o serviço e agora tem o desafio de integrar o HSBC. O Itaú não fez proposta no último leilão.

A Caixa não tem capital para fechar a operação sem nova capitalização da União - está, inclusive, privatizando áreas. O Santander também não tem tanto apetite pelo canal, além de, assim como o Itaú, estar na negociação para a compra das operações de varejo do Citi no País.

"O negócio (Banco Postal) tem alto custo. O banco começa a ter problemas de assalto, numerário, eventos que são uma realidade que já vivemos. Antes de pensar em discutir a relação, é preciso pensar no papel dos Correios, como funciona hoje e como agregar valor", diz o executivo de um grande banco. Outro afirma que a instituição até analisaria eventual oportunidade de parceria, mas também reforça que o canal perdeu parte de sua relevância.

O Banco Postal foi importante para aumentar o acesso aos serviços financeiros em municípios do interior. Segundo o Banco Central, 1.987 cidades não têm agência bancária, mas 1.633 delas possuem um ponto de atendimento, como os Correios, que prestam serviços bancários básicos, como transferências, abertura de contas, saques e recebimento do INSS.

O BB venceu o leilão em maio de 2011, num lance de R$ 2,3 bilhões, e começou a operar no ano seguinte nas mais de 6 mil agências próprias dos Correios que oferecem serviços do Banco Postal. O BB teve de desembolsar mais R$ 1 bilhão ao longo de cinco anos pelo pagamento de transações bancárias efetuadas nos Correios. Em 2.035 municípios, o BB só está presente por causa do Banco Postal. Em outros 3.223, o maior banco do País tem agência própria.

Segundo fontes, o entendimento do BB é de que a parceria com o Postal tem de passar por adaptação. Isso porque o cenário atual é diferente de quando o banco ganhou a concorrência para explorar a rede física dos Correios. De lá para cá, as transações digitais e remotas tiveram um salto, reduzindo a necessidade de agências, que passam a ter outro foco, mais voltado para negócios e assessoria.

"A parceria com os Correios vai passar obrigatoriamente por uma adaptação. No passado, fazia muito sentido (transformá-lo em instituição financeira). Hoje, não me parece que faz mais sentido", diz uma fonte a par das negociações.

Custo
O presidente dos Correios, Guilherme Campos, diz que a atuação da estatal como correspondente bancário tem custo elevado por causa dos investimentos em segurança e questões trabalhistas. Os funcionários dos Correios que trabalham nas agências com Banco Postal exigem equiparação de salário e jornada aos bancários.

"Eles querem transferir para o correspondente bancário o que nenhum banco quer nas suas agências: gente e numerário", explica Campos. "É muito bem-vindo o Banco Postal, só que esse custo tem de estar na negociação", acrescenta.

Segundo Campos, as negociações entre os dois sócios voltaram após a formalização de seu cargo e de Paulo Caffarelli como presidente do BB. A renovação está em pauta desde maio de 2015, mas ficou em compasso de espera com a mudança nas empresas.

Em dezembro, encerram-se os cinco anos do contrato, que podem ser renovados por mais cinco. Procurado, BB não se manifestou.

FONTE: http://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2016/07/banco-do-brasil-quer-sair-de-sociedade-com-os-correios.html


CORREIOS VÃO SUSPENDER SEDEX 10 E AMPLIAR PRAZO DE ENTREGAS DURANTE A RIO 2016

Com a proximidade dos Jogos Olímpicos Rio 2016, que começam daqui a 26 dias, os cidadãos que pretendem enviar encomendas ou documentos à capital fluminense e à região metropolitana da cidade devem ficar atentos. A partir do fim de julho, os Correios colocarão em vigor um plano de contingência que suspenderá os serviços de Sedex10 e Sedex Hoje com destino ao Rio de Janeiro, e ampliará o prazo para entrega de outros serviços, como o encomenda PAC e Carta Registrada.

As mudanças vão ocorrer porque diversas vias da cidade estarão bloqueadas ou com tráfego restrito durante a Rio 2016, em especial as avenidas e ruas no entorno das arenas, estádios e locais de provas de rua.
As restrições vão valer para todo o serviço de entrega na região metropolitana do Rio de Janeiro, e dessas cidades para qualquer lugar do Brasil.

Estarão suspensos entre 28 de julho e 19 de setembro as postagens de Sedex10, Sedex12 e Sedex Hoje na região. Já a entrega e coleta domiciliar de encomendas, malotes e cartas registradas serão suspensas nos endereços situados em torno das arenas e provas de rua no período em que estarão interditados.
Já os que desejam enviar algum objeto ou carta via Sedex, e-Sedex e Remessa Expressa devem se adiantar um pouco mais. O prazo de entrega dessas encomendas vai aumentar dois dias úteis além do padrão.
Para os serviços de PAC, Remessa Eletrônica e Carta Registrada, que não são expressos, o acréscimo será de três dias úteis, também durante o período de 28 de julho a 19 de agosto.
Na tentativa de compensar as restrições, os Correios informaram que vão promover a entrega de encomendas aos sábados, domingos e feriados, farão horas extras e reforçarão a capacidade com veículos extras e recursos adicionais. A empresa alega que, embora tenha sido decretado feriado municipal em algumas datas críticas, o congestionamento no trânsito devido ao deslocamento de turistas e atletas vai impactar a prestação dos serviços.

Com uma movimentação de 30 milhões de itens durante as competições, os Correios já vêm fazendo há algum tempo a entrega de equipamentos esportivos, medalhas e ingressos da Rio 2016. 

FONTE: http://agenciabrasil.ebc.com.br/rio-2016/noticia/2016-07/correios-vao-suspender-sedex-10-e-ampliar-prazo-de-entregas-durante-rio