Fundamental e insubstituível, a mamografia pode detectar nódulos de mama em seu estágio inicial, quando não são percebidos na palpação do autoexame feito pela mulher ou pelo profissional de saúde. Por serem pequenos, esses nódulos têm menor probabilidade de disseminação e mais chances de cura.
Por essa razão, as mulheres acima de 40 anos devem realizar a mamografia regularmente, em intervalos anuais. E, com a efetivação da Lei Federal nº 11.664/2008, em vigor a partir de 29 de abril de 2009, toda mulher brasileira tem direito a realizar pelo SUS sua mamografia anual a partir dessa idade.
Como todo exame médico, a mamografia está sujeita a deficiências. Acredita-se que cerca de 10% dos casos comprovados de câncer de mama não sejam detectados na mamografia, principalmente em mulheres jovens, que têm a mama densa. A ultrassonografia pode auxiliar no diagnóstico quando associada à mamografia e pode ser muito útil para detectar lesões duvidosas.
Diferentes tipos de câncer de mama
O câncer de mama pode se manifestar de diversas formas, e conhecer seus principais tipos ajuda a compreender melhor o que está acontecendo. O diagnóstico positivo é sempre uma notícia impactante, mas é importante estar bem informada para conversar com o oncologista sobre as opções de terapias disponíveis e mais apropriadas para o seu caso. Há os tumores mais e os menos agressivos, e os que crescem mais ou menos rápido, por exemplo.
Uma série de características vai permitir ao médico indicar o tratamento mais adequado, aquele com maior chance de trazer a cura no menor tempo possível, minimizando os riscos de recaída. Muitas vezes, porém, a paciente não fica sabendo o que significam tantos termos técnicos e quais são suas implicações, o que tende a aumentar ainda mais sua angústia nesse momento tão delicado. Não deixe de conversar com o seu médico para acompanhar todos os passos do tratamento.
Ductal ou Lobular
As primeiras informações sobre o tipo de tumor costumam vir no resultado da biópsia, que informa se o carcinoma (que é sinônimo para câncer de mama) é ductal ou lobular, classificação que diz respeito ao local da mama onde se originou o tumor.
As mamas são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários.
O tipo mais comum é chamado carcinoma ductal, porque se origina nas células dos ductos mamários. Já o carcinoma lobular, menos comum, tem origem nas células dos lóbulos mamários.
In Situe Invasor
Além de ser lobular ou ductal, o tumor poderá ser também in situ
ou invasor. Essa classificação indica se ele está contido num ponto específico
da mama ou se já começou a se espalhar pelo órgão. “O tumor é revestido por uma
membrana”, explica o mastologista Pedro Aurélio Ormonde do Carmo, do Hospital
Câncer III, do Instituto Nacional do Câncer – Inca. “Se essa membrana não foi
rompida e as células tumorais estão contidas dentro do nódulo, temos um
carcinoma in situ. Se elas já atravessaram essa membrana, falamos de carcinoma
invasor”, esclarece. “Todo tumor in situ, se não for tratado, tende a evoluir
para invasor”, completa o especialista. Por isso, a importância do diagnóstico precoce.
O câncer de mama pode
ser ainda do tipo inflamatório, que é uma forma de apresentação incomum dos
carcinomas invasores. “É um tipo mais agressivo, com mais risco de metástase”,
afirma Ormonde do Carmo. O carcinoma inflamatório se diferencia dos demais pelo
fato de deixar a mama inchada e avermelhada, podendo a pele adquirir o aspecto
de casca de laranja. Isso acontece porque as células tumorais se disseminaram
pelos vasos linfáticos da pele que recobre a mama.
Receptores
Seja ductal ou lobular, in situ ou invasivo, todos os tumores de
mama devem ser testados quanto à presença de receptores para os hormônios
femininos estrógeno e progesterona. Receptores são proteínas localizadas na
superfície externa da célula. No caso dos receptores hormonais, sua presença
indica que o tecido tumoral se prolifera em resposta a esses hormônios. “Essa
informação é muito importante para o tratamento”, afirma o especialista do
Inca. “Os tumores que são positivos para receptores hormonais têm melhor
prognóstico, ou seja, são mais fáceis de curar”, acrescenta.
O teste avalia a
presença de cada receptor separadamente. Se o resultado for positivo para algum
deles ou para ambos, a paciente passa a receber, além do tratamento
convencional (quimio e radioterapia, por exemplo), a chamada hormonioterapia,
que impede o acoplamento do hormônio com seu receptor, retardando o crescimento
tumoral. Normalmente, a medicação leva a uma interrupção temporária dos ciclos
menstruais.
HER2 Positivo
Tão indispensável quanto o exame para receptores hormonais é o
teste para o receptor HER2, que também é uma proteína localizada na membrana
das células. “Em até 25% dos casos de câncer de mama, essa proteína aparece em
excesso, indicando que se trata de um tumor mais agressivo, ou seja, o risco de
recaída, após o tratamento convencional, é bem maior”, explica o oncologista
Aman U. Buzdar, oncologista do MD Anderson Cancer Center, da Universidade do
Texas, que esteve em São Paulo em 2009 para um congresso organizado pelo
Hospital A. C. Camargo.
Tal como os receptores
hormonais, a positividade para HER2 implica no uso de uma medicação específica
que se somará ao tratamento e cujo objetivo também é bloquear o receptor,
diminuindo a velocidade de crescimento do tumor. Segundo Buzdar, nos casos em
que a doença está em estágio inicial, o tratamento específico pode reduzir o
risco de recorrência da doença em até 50%. “É importante que a paciente cobre
do médico o teste de HER2”, completa o especialista.
Tiplo Negativo
Um tumor de mama pode ser positivo para estrógeno, progesterona e HER2. Ou pode ser positivo apenas para um ou dois desses receptores. Ou pode, ainda, ser negativo para todos eles, o que os oncologistas chamam de tumor triplo negativo. “São tumores mais agressivos”, afirma Ormonde do Carmo. “Como não há um receptor para atacar com medicamentos específicos, o tratamento é mais difícil”, acrescenta. Por outro lado, essas pacientes respondem melhor à quimioterapia.
Diagnóstico Positivo
O câncer de mama pode se manifestar de diversas formas, e conhecer seus principais tipos ajuda a compreender os diferentes tratamentos prescritos pelos médicos.
O diagnóstico positivo é sempre uma notícia impactante, mas é importante estar bem informada para conversar com o oncologista sobre as opções de terapias disponíveis e mais apropriadas para o seu caso.
carcinoma ductal e lobular
As mamas são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. A principal classificação do câncer de mama diz respeito à estrutura em que se originou o tumor.
O tipo mais comum é chamado carcinoma ductal, porque se origina nas células dos ductos mamários. Ele pode ser in situ, quando se restringe às células desses ductos, ou invasor, quando se dissemina para os tecidos adjacentes. Já o carcinoma lobular, menos comum, tem origem nas células dos lóbulos mamários, e também pode ser in situ ou invasivo.
O carcinoma ductal ou o lobular in situ representam o estágio mais precoce do câncer de mama. Se não forem tratados, a tendência é evoluir para a forma invasora, disseminando-se para outras regiões da mama e, posteriormente, do corpo. Nessa fase, os tumores são muito pequenos (menores de 1 centímetro) para serem palpados, mas podem ser detectados na mamografia e curados em 95% dos casos.
tipo inflamatório
O câncer de mama pode ser ainda do tipo inflamatório, que é uma forma de apresentação incomum dos carcinomas invasores. Ele costuma disseminar-se por toda a pele da mama, tornando-a avermelhada, quente e inchada devido à presença de células tumorais nos vasos linfáticos da pele.
Outros tipos de câncer de mama, bem mais raros, incluem a doença de Paget, que se inicia no mamilo; os linfomas, que acometem o sistema linfático da mama; e os sarcomas, que se originam no tecido conjuntivo (músculo ou gordura) da mama.
receptores hormonais
Seja qual for o tipo, todos os tumores de mama devem ser testados quanto à presença de receptores para hormônios femininos (estrógeno e progesterona), que são proteínas localizadas na superfície externa da célula. Sua presença indica sensibilidade das células tumorais a esses hormônios. Trata-se de uma informação muito importante para definir que tipo de tratamento a paciente irá receber. Os tumores positivos para receptores hormonais geralmente crescem mais lentamente.
HER-2
Outro receptor cuja presença fará muita diferença no tratamento prescrito pelo médico é conhecido como HER-2. Trata-se de uma proteína, também situada na face externa da célula, que está presente em 25% dos casos de câncer de mama. Os tumores HER-2 positivos costumam ser mais agressivos, isto é, crescem e se disseminam mais rapidamente que outros tipos de câncer, e devem ser tratados com medicamentos específicos.
FONTE: http://www.mulherconsciente.com.br/cancer-de-mama/tratamentos/#quimioterapia