segunda-feira, 25 de setembro de 2017

GREVE DOS CORREIOS GANHA MAIS ADESÃO POR TODO O PAÍS


A greve dos trabalhadores dos Correios está mantida em todo o País. O reforço agora vem do norte do Brasil. Rondônia também aderiu ao movimento deflagrada desde a última terça-feira, dia 19 de setembro. Amanhã, dia 26, haverá assembleias nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, portanto, a FENTECT incentiva a unidade dos trabalhadores dos Correios nessas localidades. O momento é crítico e pede que haja consciência por parte de toda a categoria, já que o Acordo Coletivo de Trabalho é para todos.
Dos 31 sindicatos filiados à FENTECT, aderiram à greve os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Santos), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (MG, Juiz de Fora e Uberaba), Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul (RS e Santa Maria), Rondônia, Sergipe e Santa Catarina. Apenas Roraima ainda não confirmou.
Negociação
Vale relembrar que a greve foi deflagrada nos sindicatos filiados à FENTECT devido à intransigência da ECT, que, desde os primeiros dias de negociações - já iniciadas com atraso e tendo sido canceladas pelo menos por três vezes - a empresa apresentou somente exclusões de cláusulas importantes para o acordo com os trabalhadores. Além disso, prorrogou outros temas importantes para a categoria, como as cláusulas Econômicas e de Benefícios, a fim de ganhar tempo com a campanha salarial. Logo, o Comando Nacional de Mobilização e Negociação da federação não ficou para esperar ainda mais ataques e, assim, deflagrou a greve conforme calendário agendado.
Ao invés de chegar a um consenso com as representações, a ECT sentou apenas com a outra federação para negociar, proibindo a FENTECT de continuar a negociação. Uma entidade não formalizada para fechar qualquer acordo para os trabalhadores.
Contra a privatização

É hora de lutar não apenas pelos direitos dos trabalhadores dos Correios, mas também contra a privatização, já que esse discurso tem sido cada vez mais abordado na mídia, tanto pelo presidente da estatal, Guilherme Campos, quanto pelo ministro das Comunicações, Gilberto Kassab. Com a justificativa de que é preciso entendimento dos problemas da ECT, por parte da categoria, o governo tem ameaçado vender a empresa para sanar as dificuldades.
A má gestão nos Correios gerou gastos exorbitantes nos últimos anos, o que não é revelado para a sociedade, que é induzida ao erro, a acreditar que a culpa é dos trabalhadores. São patrocínios e consultorias milionárias, além de cargos frutos de indicações políticas. Para piorar a situação, o governo federal insiste em não pagar os valores retirados do caixa da empresa: quase R$ 6 bilhões. Ou seja, a estatal paga ao governo para trabalhar, enquanto poderia contar, por exemplo, com a fidelização dos serviços e programas sociais.

E mesmo diante disso tudo, a direção dos Correios insiste em economizar cortando na carne dos empregados, retirando benefícios e conquistas históricas da categoria. Então, por isso, a federação reforça a necessidade da luta principalmente da parte operacional da empresa, a mais atingida. Carteiros, OTTs, administrativos e, mais ainda, os atendentes devem se unir agora ou correrão o risco de perder mais que salários, também o próprio emprego. As agências também precisam estar fechadas na greve, para que a gestão dos Correios entenda a força dos trabalhadores na defesa dos direitos.

FONTE:http://www.fentect.org.br/noticia/greve-dos-correios-ganha-mais-adesao-por-todo-o-pais/


EM GREVE, FUNCIONÁRIOS DOS CORREIOS FAZEM PROTESTO EM SALVADOR

Funcionários dos Correios estão em greve desde o dia 19 na Bahia (Foto: Divulgação/ Sincotelba)

Funcionários dos Correios em greve desde a terça-feira (19) fizeram um protesto nesta segunda-feira (25), na Avenida ACM, sentido Avenida Paralela, em Salvador. A mobilização é nacional e conta com adesão de trabalhadores em outros 20 estados.

O grupo ocupou parte da via quando o sinal ficava fechado, entre 9h e 13h, horário em que a manifestação foi encerrada. Procurada pela G1, a assessoria dos Correios disse que a empresa deverá se manifestar em nota ainda nesta segunda.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos da Bahia (Sincotelba), André Aguiar, disse que a empresa ainda não apresentou proposta de negociação para as reivindicações da categoria.

"Até o momento, a empresa não negociou com a Federação. Está prevista reunião hoje e poderá sair com proposta para ser votada em assembleia amanhã (terça-feira, 26)", disse. Em todo o estado, a greve conta com 80% de adesão da categoria. Os funcionários fazem apenas entregas especiais, como relacionadas à saúde.


Os trabalhadores querem reajuste salarial com base na inflação, mais R$ 300 reais de ganho real, além da garantia de manutenção dos empregos, diante da crise da empresa. "Nossa briga é por manter inicialmente nossos empregos porque o governo fala em privatização. O governo quer reitirar nossos benefícios, nosso plano de saude", afirma André Aguiar.

FONTE: https://g1.globo.com/bahia/noticia/em-greve-funcionarios-dos-correios-fazem-protesto-em-salvador.ghtml


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

INFORME 010 DO COMANDO NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO E NEGOCIAÇÃO



FONTE:


MOBILIZAÇÕES GANHAM FORÇA EM TODO O BRASIL COM MAIS ADESÃO À GREVE DOS TRABALHADORES

A greve dos trabalhadores dos Correios ganhou ainda mais força na noite dessa quinta-feira (21) com a adesão de mais um estado. O Acre, em assembleia, aprovou a greve na região. Já são quase 30 sindicatos filiados participando dessa mobilização que promete ser histórica para a estatal. Diversas atividades estão em andamento por todo o País, para que todos os empregados entendam a importância de se unirem ao restante da categoria e para que a população saiba dos riscos da queda da qualidade dos Correios e de uma possível privatização.
Há anos a empresa tem recebido prêmios de confiabilidade entre a população, com reconhecimento pelos serviços prestados e o atendimento ao público. Patrimônio nacional, com mais de 350 anos de história, a estatal exerce o papel fundamental e constitucional de garantir acesso à comunicação às cidades e municípios mais distantes dos principais eixos e capitais do Brasil. Os Correios vão, de norte a sul, a locais onde as empresas do setor privado não têm interesse de chegar.
O sucateamento da estatal é justamente uma estratégia da direção para vender a empresa ao mercado. Diariamente, a mídia veicula notícias do presidente dos Correios, Guilherme Campos, e do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, falando sobre a possível privatização da empresa, principalmente, em caso de não colaboração da categoria. São ameaças sob ameaças, com assédio moral dirigido aos trabalhadores, que têm sido penalizados com cortes de direitos e descontos surreais para o piso salarial dos ecetistas. Vale destacar que é o pior entre as categorias de estatais e empresas públicas, apenas R$ 1.200,00.
Logo, a greve tem como objetivo denunciar esses problemas lançados pela má-gestão dos Correios, que investe em cargos de indicações políticas, cabides de emprego, altos salários para pessoas desabilitadas a administrarem a estatal, além de gastos com outras situações nas quais poderia economizar em nome dos números dos Correios, como patrocínios, viagens para vice-presidentes, consultorias etc.
Os trabalhadores dos Correios sabem que a empresa funciona e pode ir além, com agilidade e eficiência. Entre as soluções para os Correios, na visão da categoria, está o fim dos interesses políticos, com uma seleção adequada de pessoal interno e apto a administrar a empresa, e o apoio do governo federal à estatal, com a fidelização de serviços públicos, campanhas e programas sociais, também nas operações logísticas.
Enquanto isso, a greve continua em todo o país e tem ganhado mais apoio, a cada dia. Mesmo com o dissídio da ECT no Tribunal Superior do Trabalho (TST), o comando de negociação está em Brasília agindo a cada hora em busca de soluções. Em Brasília, hoje (22), os trabalhadores em greve se uniram em um ato para cobrar do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, uma negociação digna e respeitosa ao Acordo Coletivo de Trabalho 2017-18 da categoria.
A FENTECT orienta a todos os trabalhadores de base que ainda não fazem parte da mobilização para que se unam aos demais que já aderiram à greve. A força da categoria vem da junção dos interesses dos os ecetistas, já que o acordo vale para todos. E para que um trabalhador não decida pelo futuro do outro, é necessário que as assembleias estejam sempre cheias, com representatividade, e sejam unânimes nas decisões.

FONTE: http://www.fentect.org.br/noticia/mobilizacoes-ganham-forca-em-todo-o-brasil-com-mais-adesao-a-greve-dos-trabalhadores/


INFORME 009 DO COMANDO NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO E NEGOCIAÇÃO



FONTE:


INFORME 008 DO COMANDO NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO E NEGOCIAÇÃO



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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

RELEASE À IMPRENSA - TRABALHADORES DOS CORREIOS DECRETAM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO

Trabalhadores dos Correios de todo o País entraram em greve a partir das 22 horas dessa terça-feira (19). Primeira categoria a negociar após a aprovação da Reforma Trabalhista, a representação do Comando Nacional de Mobilização e Negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (CNMN/FENTECT) está sofrendo os entraves impostos pela ECT para a negociação da Campanha Salarial 2017/2018. Até o momento, após mais de 40 dias de atraso, a empresa anunciou apenas propostas de exclusões de cláusulas para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de categoria, configurando retiradas de direitos e assédio moral.

Com a mobilização, os empregados dos Correios denunciam o fechamento de agências por todo o Brasil, o que dificulta a vida não somente da categoria, mas de muitas populações que precisam dos serviços dos Correios, postal e bancário; ameaças de demissão motivada; corte em investimentos, incluindo novos concursos públicos; a suspensão das férias dos trabalhadores; retirada de vigilantes das agências, interferências e o sucateamento no plano de saúde da categoria, entre outras retiradas que já estão sendo promovidas.
Além disso, há algum tempo a ECT tem apresentado constantes mudanças de reestruturação na empresa, com abertura ao mercado e parcerias externas.

Agora, os Correios também estão no alvo das privatizações de empresas públicas e estatais, do governo federal. Mais uma ameaça aos empregos e à qualidade da ECT, que sempre esteve à frente na confiança da sociedade.

Ressalta-se que a categoria de trabalhadores dos Correios é a que recebe os menores salários entre as empresas públicas e estatais, e a empresa optou nos últimos anos a manter uma cultura de benefícios em troca de reajustes salariais dignos aos empregados. Logo, todas as conquistas dos ecetistas funcionam como uma compensação à defasagem financeira.

Adesão
Dos 31 sindicatos filiados à FENTECT, aderiram à greve os estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Santos), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (MG, Juiz de Fora e Uberaba), Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul (RS e Santa Maria), Sergipe e Santa Catarina.  Apenas Acre, Rondônia e Roraima ainda não confirmaram.


Embora o comando permaneça em Brasília para negociar com a ECT, a empresa anunciou na manhã desta quarta-feira (20) que não se reunirá com os representantes da FENTECT por conta da mobilização organizada pelos sindicatos filiados em todo o país. Porém, a campanha segue com o tema: "Nossos direitos e empregos ficam, Guilherme Campos sai". Enquanto isso, não há obrigatoriedade pela manutenção dos 30% de funcionamento, no entanto, algumas agências apenas reduziram o efetivo. A greve é por tempo indeterminado.

FONTE:http://www.fentect.org.br/noticia/release-a-imprensa-trabalhadores-dos-correios-decretam-greve-por-tempo-indeterminado/