![]() |
| (Elza Fiuza/Agência Brasil)
São Paulo – A
recente greve dos funcionários dos Correios,
que terminou
ontem na maioria dos Estados, é mais um capítulo da crise instalada
há anos na estatal. Reclamações de usuários insatisfeitos brotam aos
montes na internet, com relatos de atrasos e extravios de entregas.
Junto
a isso vem a briga
com um de seus principais clientes, o Mercado Livre, que
recentemente ganhou
na Justiça uma liminar contra o aumento do preço do frete.
E,
é claro, há ainda as perdas bilionárias: há cinco anos que empresa opera no
vermelho; só em 2017 o prejuízo foi de 2 bilhões de reais.
Um
cenário tão sombrio obviamente não surge da noite para o dia. E o fato é que os
Correios têm tomado decisões ruins há muito tempo. Um relatório
da CGU (Controladoria Geral da União) publicado no final do ano
passado apontava que os Correios corriam o risco de se tornarem uma empresa
dependente do Estado, caso não fizesse mudanças drásticas em sua administração.
O site
EXAME conversou com analistas para entender quais foram os
principais erros da companhia que a levaram ladeira abaixo – e quais os
caminhos de saída ainda restam para a empresa. Veja a seguir:
1-
Aparelhamento político
O
uso dos cargos de direção dos Correios como moeda de troca política é apontado
como o principal nó causador de estragos na companhia ao longo dos anos. A
indicação política de diretores, e até de cargos de escalões mais baixos, tem
colocado a estatal nas mãos de pessoas com pouca experiência em gestão, avaliam
os analistas.
Com
mais de 100 mil funcionários e 6 mil agências espalhadas pelo país, a estatal
tem uma estrutura complexa e precisa ser administrada por quem entenda sua
operação.
“A
politização cresceu na empresa. Hoje os políticos indicam, se brincar, até
chefe da agencia. Isso comprometeu a qualidade da gestão. Essas pessoas adotam
medidas que só pioram a situação, querem economizar cortando onde não pode
cortar”, afirma Marcos César Alves Silva, representante dos funcionários no
Conselho de Administração da empresa.
2
– Retirada de dividendos
Nos
últimos anos, o governo federal retirou nada menos que 6 bilhões de reais do
caixa dos Correios, segundo o presidente da estatal Guilherme Campos, o que
comprometeu a saúde financeira da empresa.
O
estatuto dos Correios determina um percentual mínimo de 25% do lucro líquido
ajustado para pagamento de dividendos à União.
Porém,
uma auditoria feita pela CGU (Controladoria Geral da União) mostrou que as
retiradas nos últimos anos têm ficado bem acima desse montante, com “a
destinação de dividendos na ordem de 50% do lucro, por determinação da União,
desde o exercício de 2006”, diz o relatório.
3
– Tarifas congeladas e mais custos
Não
bastassem as gordas retiradas, o governo federal também definiu o congelamento
das tarifas no período entre 2012 e 2014, o que levou a uma perda de receita da
ordem de 1,2 bilhão de reais na época, afirma Silva.
Somado
a isso, em 2014 também entrou em vigor uma regra que obriga os Correios a considerarem
em seu balanço os benefícios pós-emprego. Esses benefícios são destinados aos
empregados aposentados e são compostos, basicamente, por serviços médicos para
eles e seus dependentes e previdência complementar. Os custos do pós-emprego
são altos e comeram os lucros.
4
– Cortes equivocados
As
medidas relatadas acima deixaram a estatal com o caixa super apertado e uma
solução foi reduzir a empresa. Só em 2017, os Correios fizeram três planos de
demissão voluntária, com a meta de fechar 8.200 vagas. Outra estratégia foi
fechar agências. No ano passado a empresa anunciou o fechamento de 250 unidades.
Porém,
isso se refletiu numa queda na qualidade do serviço, sentida pelo usuário que
demora mais tempo para receber a correspondência ou precisa ir mais longe para
encontrar uma agêncial postal.
“O
foco era diminuir custos da folha salarial, mas fizeram isso sem correlacionar
com a qualidade do serviço prestado”, avalia Tadeu Gomes Teixeira, professor de
administração na Universidade Federal do Maranhão e autor de um livro sobre os
Correios.
“A
empresa precisa redimensionar o tamanho dos distritos de distribuição e
contratar mais carteiros, pois a população que não é atendida que percebe o
quanto o serviço está ruim, além das atividades empresariais que precisam do
serviço postal”, completa.
5
– Distância do e-commerce
Paradoxalmente,
a crise dos Correios acontece num momento em que o mercado de encomendas cresce
em todo o mundo, devido à expansão do e-commerce. Segundo a ABComm (Associação
Brasileira de Comércio Eletrônico), esse mercado tem crescido a uma média
20% ao ano, alta que não tem sido acompanhada pela estatal.
“Eles
têm perdido oportunidades, as lojas virtuais estão buscando transportadoras
privadas, e a participação dos Correios nas entregas tem diminuído”, afirma
Mauricio Salvador, presidente da entidade.
Salvador
cita experiências internacionais que mostram caminhos possíveis aos Correios,
como os serviços postais da França e da Alemanha. Segundo ele, um ponto crucial
é o investimento em tecnologia.
“Há
uma má gestão em relação ao uso do capital. Eles poderiam investir em
integração de sistemas e automação dos centros de distribuição. A tendência lá
fora é essa. A DHL é totalmente automatizada, isso reduz preço e aumenta o
nível de qualidade e rapidez das entregas”, afirma.
Qual
a saída?
Com
tantos problemas, o governo federal já levantou a possibilidade de privatizar a
ECT, ou ainda abrir o capital da empresa. Salvador, da ABComm, é uma das vozes
favoráveis à privatização. “O governo não tem competência para administrar”,
avalia.
Porém,
há o temor de que, privatizada, a empresa deixe de atender lugares distantes,
pouco lucrativos para a operação. Para Tadeu Teixeira, a privatização não
deve ser a primeira opção, mas a abertura do capital da empresa. “No contexto
da União Europeia, as privatizações conduziram a um rápido processo de formação
de oligopólios. Além disso, o atendimento a áreas não rentáveis ficaria em
risco”, avalia.
Já
o conselheiro Marcos César Alves Silva, acredita que a discussão sobre a
privatização surge de forma equivocada. “A solução é fazer a gestão
profissional da empresa. Não tenho dúvidas de que com isso seríamos uma empresa
lucrativa.”
FONTE:https://exame.abril.com.br/negocios/os-5-erros-que-levaram-os-correios-a-penuria/
|
quarta-feira, 14 de março de 2018
OS 5 ERROS QUE LEVARAM OS CORREIOS À PENÚRIA
segunda-feira, 12 de março de 2018
TRABALHADORES DOS CORREIOS INICIAM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO
Os trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo
indeterminado a partir desta segunda-feira, 12, em todo o país. A mobilização
nacional, que começa às 10h, teve adesão dos servidores da Bahia, após
assembleia realizada na última segunda, 5, pelo sindicato da categoria
(Sincotelba).
A greve foi iniciada porque os trabalhadores não concordam com
mudanças realizadas no plano de saúde da empresa, que preveem o pagamento das
mensalidades pelos funcionários e a retirada de dependentes dos contratos.
“Além disso, o benefício poderá ser reajustado conforme a idade,
chegando a mensalidades acima de R$ 900",, informou em nota
a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e
Telégrafos e Similares (Fentect), ressaltando que o salário médio dos trabalhadores
dos Correios é de R$ 1,6 mil, “o pior salário entre empresas públicas e
estatais”.
O início da greve coincide com o julgamento sobre o plano de
saúde dos trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho (TST), também marcado
para esta segunda, referente à última negociação salarial.
Entre outras reivindicações, os trabalhadores são contra as
alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários; a terceirização na área de
tratamento; a privatização da estatal; a suspensão das férias dos trabalhadores;
a extinção do diferencial de mercado e a redução do salário da área
administrativa.
Além disso, entre as demandas da categoria estão a contratação
de novos funcionários por meio de concurso público, a segurança nos Correios e
o fim dos planos de demissão.
A federação também é contra a extinção e terceirização do cargo
de operador de triagem e transbordo, “importante para o movimento do fluxo
postal interno”. “Para piorar a situação, a empresa também anunciou o
fechamento de mais de 2.500 agências próprias, por todo o Brasil”, diz a nota
da Fentect.
Para a categoria, o “desmonte” promovido pela gestão dos
Correios tende a prejudicar ainda mais os serviços à população. “A Fentect
esclarece que alguns argumentos repassados transmitem uma visão enganosa da realidade
na estatal. Por exemplo, quanto ao monopólio dos Correios, que, hoje,
corresponde apenas a cartas, malote e telegrama. O segmento de encomendas, como
o Sedex, entretanto, sempre foi concorrencial”, informou.
Quanto ao reajuste dos preços dos serviços da estatal, a
federação discorda de aumentos abusivos nos valores. “Já em relação ao
argumento da ECT para esse reajuste, a respeito da segurança dos trabalhadores,
a Fentect esclarece que não há nenhum benefício pago ao trabalhador por esse
motivo, bem como nenhum adicional”.
Taxa
extra
No dia 6 deste mês, os Correios começaram a cobrar uma taxa
extra de R$ 3 para encomendas com destino ao Rio de Janeiro. O motivo seria a
elevação dos custos da entrega por causa da violência no município. No dia 9,
entretanto, após decisão da Justiça Federal, a estatal suspendeu a cobrança.
Para a Fentect, a empresa não onera o governo federal ou o bolso
do cidadão com arrecadação de impostos. “Ao contrário, é o governo quem tem
retirado verbas da empresa, sem retorno, nos últimos anos, como da ordem de R$
6 bilhões”, informou. “Com todos os erros e ingerências políticas na
administração dos Correios, a direção da estatal promove essas e outras
retiradas de direitos dos próprios trabalhadores, responsabilizando-os pelos danos
da ECT.”
FONTE:http://atarde.uol.com.br/bahia/noticias/1942555-trabalhadores-dos-correios-iniciam-greve-por-tempo-indeterminado
domingo, 11 de março de 2018
TRABALHADORES DOS CORREIOS ENTRARÃO EM GREVE NESTE DOMINGO
![]() |
| Mobilização está prevista para iniciar na noite de domingo MARCELO G. RIBEIRO/JC |
Os trabalhadores dos
Correios vão entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir das 22 horas do
dia 11 de março, por todo o Brasil. A tomada da decisão foi aprovada em
assembleias dos sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em
Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).
A mobilização é contra as
alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS); a terceirização na
área de tratamento; a privatização da estatal; suspensão das férias dos
trabalhadores; extinção do diferencial de mercado; descumprimento da cláusula
28 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que trata da assistência médica da
categoria, e contra a redução do salário da área administrativa.
O julgamento do plano de
saúde está marcado para a próxima segunda-feira, dia 12 de março, no Tribunal
Superior do Trabalho (TST).
FONTE:http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/03/geral/615749-trabalhadores-dos-correios-entrarao-em-greve-neste-domingo.html
CORREIOS GERAM DANO MORAL POR CRITICAR SINDICALISTAS EM PUBLICAÇÃO INTERNA
Empregador
que alardeia informação falsa em boletim interno, em prejuízo da imagem
do sindicato de trabalhadores, pratica conduta antissindical e
provoca danos morais. Assim entendeu a 4ª Turma do Tribunal Regional do
Trabalho da 4ª Região (RS), ao condenar os Correios a pagar R$ 3 mil
a uma empregada que atua como dirigente sindical.
Segundo ela, a empresa publicou uma notícia com o propósito
de enfraquecer a força do sindicato. ‘‘Quem sofreu com o desconto dos dias
parados na última greve foi você, trabalhador, e não o sindicalista, que agora
volta a inflamar a categoria com discursos falsos’’, registrou o veículo Primeira Hora, depois
de paralisações em 2013.
A
autora disse que o comentário é mentiroso, pois os dirigentes sindicais também
tiveram descontos nos seus contracheques. Em contestação, a empresa
estatal sustentou que o texto foi publicado seis meses após o
término da greve e que não foi direcionado aos dirigentes sindicais, mas a
todos os empregados, indistintamente.
A ré alegou ter procurado informar que o dirigente
sindical, por estar com o contrato suspenso, não sofre as consequências do
exercício do direito de greve, como os demais. Por isso, disse não ter ocorrido
ofensa à honra, à imagem ou à vida privada, direitos de personalidade assegurados
no artigo 5º da Constituição.
Sentença procedente
A juíza do trabalho substituta Sheila Engel, da 9ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, afirmou que o título do texto contraria o argumento de que não houve intenção dos Correios de atingir os dirigentes: ‘‘A maioria dos trabalhadores aceita a proposta, enquanto a minoria de sindicalistas distorce termos da proposta e leva mentiras ao trabalhador’’.
A juíza do trabalho substituta Sheila Engel, da 9ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, afirmou que o título do texto contraria o argumento de que não houve intenção dos Correios de atingir os dirigentes: ‘‘A maioria dos trabalhadores aceita a proposta, enquanto a minoria de sindicalistas distorce termos da proposta e leva mentiras ao trabalhador’’.
O conteúdo da publicação, prosseguiu a juíza, considera como
irresponsável e inconsequente a atitude do sindicato em discutir acordo,
cujo objetivo é ‘‘lançar intriga, causar confusão e prejudicar a categoria, em
nome de interesses ocultos’’.
Para a julgadora, a empresa insuflou a categoria, de forma
aberta, contra os representantes sindicais, o que configura conduta
antissindical, em afronta ao direito fundamental da liberdade sindical,
assegurado pelo artigo 8º da Constituição e também nas Convenções 98 e 135
da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
‘‘É evidente, portanto, que a atitude da reclamada, na forma
como posta a notícia, permeada de afirmações quanto à falta de idoneidade do
sindicato e de seus representantes, pretendia incutir nos colegas da autora
sentimento de desconfiança quanto ao Sindicato e com relação aos dirigentes,
sendo presumível o constrangimento causado à reclamante advindo de tal
situação’’, anotou na sentença.
O relator do recurso no TRT-4, juiz convocado Roberto Carvalho
Zonta, disse que a publicação configura evidente tentativa de minimizar a
atuação sindical e apresenta afirmação inverídica, pois o sindicato fez
prova de que a dirigente reclamante sofreu desconto em seu salário por causa da
greve. ‘‘Logo, entendo que a conduta da reclamada afeta direito da
personalidade da autora, na medida que tenta inibir o exercício de atividade
sindical constitucionalmente assegurado.’’
Sentença:
Acordão:
FONTE:https://www.conjur.com.br/2018-mar-10/correios-geram-dano-moral-criticar-sindicalistas-boletim
sexta-feira, 9 de março de 2018
NOTA DE UM CARTEIRO À BANDNEWS E AO RICARDO BOECHAT
![]() |
| Joel Arcanjo (CDD Irajá) |
Por várias vezes tenho ouvido e
assistido nos comentários feitos nesta emissora, opiniões que podem levar
os seguidores a uma interpretação equivocada da situação dos Correios na relação
com seus trabalhadores.
Sei que no auge de sua vaidade de
âncora desta expressiva mídia, o senhor Ricardo Boechat pode desdenhar
desta nota, pois como o acompanho de forma rotineira, sei da sua aversão ao
que lhe opõe. Entretanto, mesmo que não dê atenção à nota, esta cumprirá
seu objetivo de uma forma ou de outra.
Os Correios são uma empresa
estratégica à soberania nacional dada sua capilaridade geográfica. Pelos
Correios passam informações sigilosas e confidenciais garantidas pela legislação
e seria uma temeridade entregar estas informações à guarda de um ente privado.
É um equívoco achar que os Correios
sugam recursos governamentais, e que por isso seria um peso para a
arrecadação de impostos, onerando os gastos públicos.
O que acontece é justamente o
contrário. Os Correios todo ano repassam, para o governo, dividendos de
seus resultados. Nos últimos anos, os repasses têm sido elevados (Na ordem
de 6 bilhões), levando a empresa a uma descapitalização.
Outro equívoco é tentar medir as
condições da assistência médica oferecida pela empresa aos seus
funcionários, sem levar em conta a análise histórica de como se deu a
construção desta cobertura. O Plano de Saúde é fruto de negociações
coletivas de décadas e sua implantação foi como uma contrapartida aos
baixos salários da categoria (o menor salário das estatais).
Foi uma espécie de anestesia á
luta por melhorias salariais e uma resposta às condições de trabalho
degradantes. Nossa luta não é só pelo Plano de Saúde, como de forma rasa
é noticiado.
Outras pautas vão se acumulando, com
um ataque a cada momento.
A eminência da desvalorização
profissional e o risco da perda do emprego assolam os trabalhadores em
cada ataque.
Fechamento de Agências próprias para
abrir espaço para as franquias, com a ameaça de demissão dos Atendentes
Comerciais, Extinção do cargo de Operador de Triagem e Transbordo, que é o
profissional que movimenta o fluxo postal interno, substituindo por
terceirizados, suspensão das férias
já agendadas, trazendo prejuízos ao bem estar das famílias, fim da verba
do diferencial de mercado, que funciona como um complemento salarial para equiparar
ao meio privado, congelamento da contratação de funcionários concursados,
ampliando a defasagem de pessoal e
aumentado a falta de condições de trabalho e impossibilitando o
cumprimento das metas de entrega, que cresceu com o advento das compras
pela internet.
Não estamos à beira de uma greve por
regalias como AUXÍLIO MORADIA.
Estamos usando a nossa última
arma depois de tentar todos os tipos de negociações. Cobramos a
transparência nas contas da empresa, nos gastos e contratos nebulosos sem
qualquer critério.
Não podemos ser penalizados pelos
desmandos de candidatos aliados dos governos de plantão, derrotados nas
eleições, que recebem como prêmio de consolação, a direção de empresas
públicas, sem nada conhecer do negócio.
Creio que a Band, como concessionária
pública, tem um compromisso com a verdade e com a imparcialidade da
notícia e não vai se apequenar a um papel de agência militante de
qualquer
ideário político. Imagino que os dois
lados devam ser ouvidos de forma isonômica.
Assisti uma longa entrevista do
presidente dos Correios e do ministro Gilberto Kassab para darem suas versões,
porém quando se trata de representante dos trabalhadores, as entrevistas
não passam de 15 segundos. Isso não é democracia.
Estou à disposição para possíveis
controvérsias e indico que procurem os devidos esclarecimentos com as
representações sindicais.
Essa nota é de minha inteira
responsabilidade e não expressa a opinião da entidade.
Joel Arcanjo Pinto
Carteiro do CDD Irajá
Diretor da FENTECT - Federação
Nacional de Trabalhadores dos Correios
FONTE:
TST FAZ O JOGO SUJO E SE UNE À ECT CONTRA OS TRABALHADORES ECETISTAS
TST/ECT
seguem nas suas pretensões de retirada de nossos direitos. Nosso plano de saúde
foi uma conquista das lutas da década de 80 e vinha cumprindo o seu papel
através do CORREIOS SAÚDE
administrado pelo RH da empresa.
Durante
todos esses anos, apesar de mal remunerados, tínhamos o plano de saúde como um
benefício que, pelo menos, deixava a nossa família coberta no que tange a
assistência médica.
E o que eles
querem agora?
Além das
péssimas condições de trabalho, falta de funcionários, suspensão das férias a
partir de abril, e má renumeração, o TST junto com a ECT, vem com uma proposta
indecorosa de pagamento de mensalidade.
Isso mesmo! O que já estava ruim com o que ganhamos, irá nos prejudicar ainda
mais com este famigerado desconto!!!
Tem
como aceitar isso? A categoria não deve de maneira alguma, aceitar essa
proposta, principalmente na iminência de perder, em médio prazo, o plano de
saúde.
Pais
e mães representam o bem maior dos trabalhadores e trabalhadoras e na hora que
mais precisam serão retirados do plano.
Agora
são os pais e mães que eles querem retirar, depois serão os
aposentados/anistiados, e não tardará todos que estão na ativa saírem do plano,
pois ficará impagável.
Por
isso, é hora de, mais uma vez, declarar greve
e lutar por um plano de saúde que corresponda aos anseios da categoria. Nesse
sentido, temos que dar todo o nosso empenho para que, efetivamente, faça-se
valer os nossos direitos conquistados, e você, com toda a certeza é parte desta
luta.
Faça a sua
parte: lute contra estas cobranças absurdas e autoritárias.
1) PELA MANUTENÇÃO DO
ACT ASSINADO NO TST; 2) REJEIÇÃO DA PROPOSTA APRESENTADA PELO TST; 3) GREVE
POR TEMPO INDETERMINADO A PARTIR DA 00:00h DO DIA 12/03/2018.
NÃO RESTA OUTRA ALTERNATIVA
Ou você vem para luta e deixa o
seu medo de lado, ou você estará na iminência de perder o emprego.
É
isso mesmo companheiros e companheiras. A situação nos Correios chegou a tal
ponto que, se não houver uma reação contrária e forte de toda a categoria, as
pretensões nefastas de Guilherme Campos, irá acelerar o processo de
privatização da nossa empresa e a garantia de todos os direitos e benefícios
até aqui conquistados com muita luta, serão retirados, e por fim, o seu
emprego.
Portanto, cabe a você fazer a
sua parte, juntando-se aos que lutam contra:
* A extinção do cargo de OTT;
* Cobrança de mensalidades no
plano de saúde e aumento de percentual na
co-participação;
* Retirada de pai e mãe do
plano de saúde;
* Nova suspensão das férias a
partir de 02/04;
* Fim do pagamento do Diferencial de Mercado a
partir de março;
* Fechamento das agências
sombreadas e demissão motivada dos Atendentes Comerciais;
* Abertura do capital da ECT
pelo ministro Gilberto Kassab (PSD);
* Contra o fim do monopólio
postal.
PORTANTO, TEMOS MOTIVOS DE
SOBRA PARA UMA GRANDE GREVE NACIONAL, POR TEMPO INDETERMINADO A PARTIR DA
00:00h DIA 12/03.
DIREITOS NÃO SE RETIRAM,
DIREITOS SE AMPLIAM!
FORA GUILHERME CAMPOS! FORA
TEMER! FORA KASSAB!
POR UM CORREIOS 100% PÚBLICO E
DE QUALIDADE!
FONTE:
sábado, 3 de março de 2018
CORREIOS AUMENTAM TARIFAS E INSISTEM EM ATAQUE A CARTEIROS, QUE AMEAÇAM GREVE
![]() |
| 'Serviços que tinham padrão de excelência estão passando por um processo que é uma maldade da direção' |
São Paulo – Na última semana, as críticas aos Correiosganharam as
redes sociais. Internautas seguiram um manifesto da empresa de e-commerce Mercado Livre contra o aumento nas tarifas de
serviços de encomendas. Intitulada “#FreteAbusivoNão Eu
sou contra o aumento dos Correios de até 51% no frete”, a campanha figurou
desde o início da semana como um dos assuntos mais comentados do país no
Twitter.
A empresa argumenta que o aumento deve prejudicar, sobretudo,
pequenos e médios empreendedores que utilizam a internet para suas vendas.
“Para o dia 6 de março, os Correios estão preparando uma entrega que ninguém
quer receber: um aumento abusivo no frete que pode chegar a até 51% para
compras e vendas realizadas pela internet”, afirma o Mercado Livre.
Para o secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em
Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), José Rivaldo da Silva,
o aumento é, de fato, equivocado. “A empresa vem traçando uma política tratada
com o governo. Nós avaliamos que primeiro teríamos de melhorar a qualidade dos
nossos serviços e mantermos as entregas em dia e, depois, poderíamos discutir
essa questão de reajuste com a população”, disse.
A empresa de e-commerce ainda argumenta que os aumentos chegam a
ser 17 vezes maior do que a inflação de 2017, que fechou por volta de 3%. “Para
dar uma ideia do abuso, este aumento fará o frete brasileiro 42% mais caro do
que o da Argentina, 160% mais caro do que o do México e 282% mais caro do que o
da Colômbia.”
Os Correios emitiram uma nota em resposta às críticas. “Comparar o
preço de frete praticado no Brasil com os países vizinhos, como faz a nota, é
tendencioso e pode levar o consumidor a acreditar em uma falsa premissa. O
maior dos países citados, a Argentina, tem cerca de um terço da extensão
territorial do Brasil e 40% de toda a sua população concentrada na região
metropolitana de Buenos Aires”, disse.
A empresa estatal ainda argumentou que a média do aumento ficará
em 8% “para objetos postados entre capitais nos âmbitos local e estadual”, o
que, de acordo com os Correios, representa a maioria das postagens. Outro ponto
levantado pela empresa diz respeito a uma taxa emergencial de R$ 3, cobrada
exclusivamente no Rio de Janeiro. “A situação de violência chegou a níveis
extremos e o custo para entrega de mercadorias nessa localidade sofreu
altíssimo impacto.”
Sucateamento da estatal
Para Rivaldo, da Fentect, os
Correios não têm legitimidade para cobrar tal aumento, visto que a empresa
passa por um processo de sucateamento.
“No momento que vivemos nos correios, temos uma falta de efetivo muito grande.
Tivemos quatro planos de demissão incentivada desde 2009 e saíram 23 mil
pessoas que não foram repostas. Isso acaba atrapalhando no processo de
qualidade de entrega das encomendas e dos objetos postados”, disse.
Um exemplo, é o produto Sedex, que se destinava a entregas
rápidas. “Antes, você recebia a encomenda no dia seguinte. Tem casos hoje que
demoram oito dias. Todos os serviços que eram carros-chefe e tinham padrão de
excelência estão passando por um processo que a nosso ver é uma maldade grande
da direção dos correios (…). Eles querem sucatear a empresa para justificar a
ineficiência, quando na verdade já fomos o melhor operador do país, com
excelência, e ninguém desaprendeu. Na verdade, são as políticas e condições de
trabalho que têm dado essas condições para nós”, completou.
Greve
Aliado ao aumento nas tarifas,
os Correios – comandados por Guilherme Campos, que exerce o cargo político
indicado por seu partido, Democratas, por integrar a base do governo de Michel
Temer (MDB) – estão travando uma batalha judicial contra os seus
funcionários. Campos entrou na Justiça para retirar direitos relativos ao plano de saúde dos
trabalhadores.
Na última quinta-feira, o
Tribunal Superior do Trabalho (TST), em audiência de conciliação, colocou na
mesa uma proposta que atende aos interesses de Campos: a empresa arca com
75% do plano, os trabalhadores com 25%, e serão retirados pais e mães do
atendimento. Diante de tal cenário, a categoria pode entrar em greve nos
próximos dias.
“A proposta é inviável para nós.
Ao longo do nosso período de vida nos Correios, o salário sempre foi baixo.
Quando o TST implementa uma proposta que concorda com a empresa sobre a
retirada de pai e mão do plano, não podemos concordar (…). Temos em média,
vencimentos de R$ 1.500. Não tem como ganhar isso e pagar R$ 800, R$
900 de plano e saúde para os dependentes”, afirma Rivaldo.
Ao longo desta semana, a
categoria, em seus diferentes sindicatos, deve promover assembleias para
deliberar sobre uma possível greve. “Orientamos todos nossos sindicatos
filiados para que rejeitem a proposta do TST, deflagrem o
indicativo de greve para, na sexta-feira (9), podermos
deflagrar a greve em assembleia com início na segunda-feira
(12). A intenção, se os trabalhadores assim aceitarem, é parar todos
os serviços para acompanharmos o julgamento no TST, que será as
14h”, finaliza.
FONTE:http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2018/02/correios-aumentam-tarifas-e-podem-entrar-em-greve
Assinar:
Postagens (Atom)



















