Diante da possibilidade de os Correios adotarem a demissão motivada para
reequilibrar o caixa e do processo de corte de funções, os empregados da
estatal prometem ir à Justiça. Entidades representativas dos trabalhadores
estudam quais medidas legais podem ser tomadas para evitar demissão em massa e
a queda dos salários nos casos em que as gratificações são pagas por 10 anos ou
mais.
Além do temor de perder o emprego, os funcionários dos Correios terão de
arcar com as despesas do plano de saúde. A proposta da estatal é que seja
cobrada uma mensalidade, por beneficiário, titular e dependente, para cobrir o
valor gasto com assistência médico-hospitalar e odontológica. Para
empregados, aposentados e dependentes legais, excluindo pai e mãe, a
proposta é de um custeio paritário, ou seja, a despesa será dividida entre
trabalhadores e empresa. O valor variará por faixa etária e faixa de renda.
Além da parcela mensal, a proposta prevê a cobrança sobre os
procedimentos ambulatoriais, de 30% em consultas e 10% sobre exames e terapias
para empregados. Internações não terão incidência de compartilhamento. Para os
beneficiários pai e mãe, ideia é que o valor de mensalidade seja escalonado,
durante 10 anos. Os Correios financiariam o plano, no primeiro ano, na proporção
de 90%. Anualmente, a taxa de financiamento dos empregados aumentaria na
proporção de 10 pontos percentuais.
A presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap), Maria
Inês Capelli Fulginiti, explicou que os funcionários da estatal são obrigados a
cobrir todos os rombos existentes sem que os gestores da empresa tomem medidas
para reduzir custos. Ela relembrou que já são descontados dos contracheques
valores que correspondem a 17,92% do valor do benefício para cobrir metade do
deficit atuarial de R$ 4 bilhões registrado em 2013 e 2014 pelo Postalis, o
fundo de pensão da estatal.
Um novo equacionamento será implementado para cobrir o rombo de 2015 e
devem ser cobrados mais 2,8% de contribuições adicionais. "Não nos resta
outra possibilidade se não ingressar na Justiça contra essa gestão autoritária.
Não há espaço para negociação ou debate, então vamos procurar judicializar as
questões", disse.
Gratificações
Os cortes de funções, explicou a presidente Associação dos Procuradores dos Correios (Apect), Daniela Schweig Cichy, não têm sido feitos de maneira equânime e transparente. Os critérios não estão claros e as normas têm sido desrespeitadas. Segundo ela, empregados que recebem funções por mais de 10 anos têm esses valores incorporados aos salários, conforme a Súmula 372 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). “Eles informaram que os gestores apresentaram um novo plano de trabalho para quem perdeu as funções. Isso vai gerar um passivo trabalhista enorme e a economia pretendida não vai ocorrer”, disse.
Os cortes de funções, explicou a presidente Associação dos Procuradores dos Correios (Apect), Daniela Schweig Cichy, não têm sido feitos de maneira equânime e transparente. Os critérios não estão claros e as normas têm sido desrespeitadas. Segundo ela, empregados que recebem funções por mais de 10 anos têm esses valores incorporados aos salários, conforme a Súmula 372 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). “Eles informaram que os gestores apresentaram um novo plano de trabalho para quem perdeu as funções. Isso vai gerar um passivo trabalhista enorme e a economia pretendida não vai ocorrer”, disse.
FONTE:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2017/01/07/interna_brasil,683417/funcionarios-dos-correios-vao-a-justica-contra-cortes-e-demissoes.shtml
