Juarez Aparecido de Paula Cunha, presidente dos Correios que
teve a demissão anunciada por Jair Bolsonaro na última sexta-feira (14), estava
planejando abrir o capital da estatal na bolsa em cinco anos.
Cunha foi nomeado para o cargo ainda no governo de Michel Temer
e se mostrava contra a privatização.
Em uma comissão na Câmara dos Deputados, o então presidente dos Correios falou
para uma plateia de membros da oposição e sindicalistas que somente a parte
lucrativa dos Correios seria privatizada, o déficit
quem cobriria é a população.
A fala durante a comissão levou Bolsonaro a categorizar o
comportamento de Cunha como “um sindicalista” e logo depois anunciar
sua exoneração.
Recuperação
O IPO dos Correios fazia parte do plano de Cunha para a
recuperação da empresa que já vinha registrando lucro há dois anos
consecutivos. Em entrevista ao Valor Econômico, em
abril, Cunha já havia defendido sua posição contrária a privatização.
"A Argentina privatizou [o serviço postal] e teve que
retomar porque não deu certo. O Brasil é um país muito maior. Tenho quase
certeza que esta decisão pode causar problema", exemplificou.
Ainda não há um substituto para Cunha.
FONTE:https://www.tecmundo.com.br/mercado/142662-presidente-demitido-correios-planejava-ipo-empresa.htm

