segunda-feira, 17 de junho de 2019

PRESIDENTE DOS CORREIOS É 3º MILITAR DEMITIDO POR BOLSONARO EM UMA SEMANA

Juarez Aparecido de Paula Cunha, presidente dos Correios: Bolsonaro disse que o militar se comportou como "sindicalista" (José Cruz/Agência Brasil)


Brasília – O presidente Jair Bolsonaro anunciou ontem a demissão do terceiro general de seu governo em três dias. Após serem afastados Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo e Franklimberg Freitas da presidência da Funai, ele decidiu exonerar do comando dos Correios o general Juarez de Paula Cunha.

Segundo o presidente, Cunha “foi ao Congresso e agiu como sindicalista” ao criticar a privatização da estatal e tirar fotos com parlamentares da oposição. “Aí complica”, disse Bolsonaro em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. O Estado participou da entrevista.

O general assumiu a presidência dos Correios ainda no governo de Michel Temer.Ele chegou ao posto por indicação de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Bolsonaro decidiu mantê-lo no cargo, mas Cunha era, na verdade, mais ligado ao vice-presidente, o general Hamilton Mourão.

O chefe dos Correios foi à Câmara na semana passada para uma audiência na Comissão de Participação Legislativa e adotou um discurso contrário à ideia do governo Bolsonaro de privatizar a estatal. Em sua fala, disse que se trata de uma empresa “estratégica” e “autossustentável” e que os economistas não têm condições de calcular o “custo social” dos serviços por ela prestados.
“Eu não queria falar de privatização, até porque não é problema meu, mas tenho de dizer: se privatizarem uma parte dos Correios, que acredito que será do lado bom (que dá lucro), o que tirar daqui vai faltar lá (nos demais municípios), vai faltar do outro lado”, disse Cunha durante a audiência.
Parte do recado foi publicada pela conta oficial dos Correios no Twitter e compartilhada pelo ministro. Dois dias depois, o próprio presidente foi à rede social defender a venda da estatal.
“Serviços melhores e mais baratos só podem existir com menos Estado e mais concorrência, via iniciativa privada. Entre as estatais, a privatização dos Correios ganha força em nosso governo”, publicou.
Segundo um integrante do governo, já havia descontentamento com a postura de Cunha. Causava desconforto, por exemplo, o fato de o presidente dos Correios evitar se reportar ao seu chefe, o ministro de Ciência e Tecnologia. Isso acontecia, segundo essa fonte, porque Cunha é general do Exército, enquanto o astronauta Marcos Pontes, que comanda a pasta, é tenente-coronel da Aeronáutica – que seria o equivalente a uma patente inferior a sua.
Cunha não esperava a demissão. Ela foi anunciada pelo presidente já no final do encontro com os jornalistas quando as perguntas já haviam sido encerradas. O presidente havia tirado uma foto e decidiu conversar mais um pouco. Sem ser questionado diretamente sobre o assunto, falou da decisão.
Cunha tinha, por exemplo, uma audiência marcada para a semana que vem no Senado para debater justamente a privatização dos Correios.

Sucessor

Não está definido ainda quem será o próximo chefe da estatal. Bolsonaro disse que chegou a oferecer o posto ao general Santos Cruz, mas que ainda não há definição.
Segundo o presidente, o ex-ministro da Secretaria de Governo é “excepcional” e, por isso, gostaria que ele permanecesse no governo em outro posto.
Ele disse ainda que a saída de Santos Cruz, a quem conhece desde a década de 1980 e se refere como amigo, foi uma “separação amigável”. “Não adianta querer esconder, problemas acontecem. Mas ele continua no meu coração”, afirmou.
O general foi avisado de sua demissão na quinta-feira, 13, em conversa com Bolsonaro no Planalto. Apesar de ter sido substituído por outro militar, o general Luiz Eduardo Ramos, seu afastamento foi resultado de pressão da chamada ala ideológica do governo. O grupo já havia conseguido demitir um civil, Gustavo Bebianno, que foi o primeiro ministro a cair. Bolsonaro destacou a experiência de Ramos como assessor parlamentar e disse que, por isso, ele vai “ajudar muito” na articulação política.
No encontro com jornalistas, o presidente foi questionado sobre a razão de aliados que o acompanharam na campanha estarem fora do governo. Foram citados os nomes do ex-senador Magno Malta, que não chegou a ser nomeado para cargos, de Bebianno e de Leticia Catelani, que ocupava cargo na Apex, agência de promoção das exportações do País e foi demitida.
O presidente disse que a todos foram dadas oportunidades. Segundo ele, sua admiração por Malta continua. Mas Bebianno é “página virada” e Letícia tinha “autoridade exagerada”. “Cada um no seu quadrado”, disse o presidente. “Não posso sacrificar o governo.” Procurados, Correios e Cunha não comentaram. O Ministério de Ciência e Tecnologia disse que a exoneração de Cunha será feita na semana que vem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



sábado, 15 de junho de 2019

JUSTIÇA DO TRABALHO DETERMINA QUE A ECT NÃO DESCONTE O DIA DOS TRABALHADORES QUE PARTICIPAREM DA GREVE


Os pedidos formulados pelo Departamento Jurídico do SINTECT-SP em Ação Inibitória Coletiva ajuizada ontem, 13/06/2019, às 18h58, foram acatados, sendo reconhecido, conforme registrado na Petição Inicial, que o direito de greve é direito fundamental e alcança a escolha pelos trabalhadores da oportunidade de exercício e sobre quais interesses devam por meio dele defender, nos termos do art. 9º da CF/88.
A Ação foi ajuizada pelo fato de a Empresa ter ameaçado e constrangido os trabalhadores com o Primeira Hora Extra que veio ao conhecimento do SINTECT-SP por volta das 16h. Antes mesmo de ter sido realizada a assembleia, sequer ainda deflagrada a greve, a ECT coagiu os trabalhadores a não participarem da futura (e agora presente) paralisação, com a afirmação de que iria realizar descontos salariais.
De acordo com Juíza do Trabalho da 89ª Vara do Trabalho de São Paulo/SP, Daniela Mori:
“A conduta da empresa ao dar conhecimento aos empregados de que haveria desconto em caso de paralisação, constrange o direito e a garantia de greve, em afronta ao artigo 6º, §1º da Lei 7783/1989.
[…]
No caso, a empresa ameaça a prática de ato antijurídico porque há evidente constrangimento perpetrado ao anunciar, até mesmo antes da efetiva deliberação da categoria sobre a paralisação, desconto de dia em greve cujo procedimento cumpriu os requisitos da lei 7783/1989.”

Assim, foi concedida liminar para que a Empresa se abstenha de descontar o dia 14/06/2019 dos trabalhadores que participarem do movimento paredista, sob pena de multa de R$4.000,00 por trabalhador que sofra desconto, bem como de praticar qualquer conduta antissindical, com relação à pauta de deliberações apresentada pelo SINTECT-SP, sob pena de multa de R$100.000,00. Processo nº 1000788-78.2019.5.02.0089



COM DEMISSÃO ANUNCIADA DO PRESIDENTE DOS CORREIOS, GOVERNO JÁ CONTA COM 17 BAIXAS NO SEGUNDO ESCALÃO

BRASÍLIA — Com a demissão anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro , em café da manhã com jornalistas, do presidente dos Correios, Juarez Aparecido de Paula Cunha , nesta sexta-feira, o governo já conta com 17 baixas no segundo escalão, segundo levantamento do GLOBO.  O número de demissões leva em conta os nomeados por Bolsonaro ou aqueles que tiveram aval do presidente na sua indicação no final do governo Temer. A maior quantidade de substituições (10) ocorreu no Ministério da Educação (MEC), que já teve também troca do titular.

De acordo com Bolsonaro, a exoneração de Cunha deve ser publicada nos próximos dias e se deve à recente ida do presidente da estatal à Câmara, a convite de partidos da oposição. Para o presidente, ele se comportou como um sindicalista na ocasião e posou para fotos com deputados do PT e do PSOL.
O primeiro ministro a assumir a pasta no governo Bolsonaro, Ricardo Vélez Rodríguez, caiu após uma sequência de entreveros internos e paralisia do órgão. Uma guerra entre a ala ideológica, militares e quadros técnicos no ministério levou a uma sucessão de baixas.
Antes de ser demitido, Vélez Rodríguez exonerou seu próprio secretário-executivo, Luiz Tozi. O cargo foi assumido pelo militar Ricardo Machado Vieira, que saiu com a chegada do atual ministro, Abraham Weintraub. O novo titular da pasta exonerou cinco secretários setoriais trazidos por Vélez.
No Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC, a situação é ainda mais caótica. Somente no governo Bolsonaro, houve três presidentes. O primeiro, Marcus Vinicius Rodrigues, foi demitido por Vélez após suspender a avaliação da alfabetização este ano. O cargo ficou vago cerca de um mês, até que Elmer Vicenzi, delegado da Polícia Federal, assumiu, já na gestão de Weintraub. Mas não durou 20 dias , sendo substituído pelo atual presidente, Alexandre Lopes. O Inep é responsável pelos exames educacionais do país, como o Enem.
Na Agência de Promoção das Exportações (Apex), do Ministério de Relações Exteriores, também já ocorreram duas trocas de presidente. Há ainda registros de trocas em cargos de segundo escalão em mais cinco ministérios: Direitos Humanos, Secretaria de Governo, Cidadania e Turismo. Na Casa Civil, essa semana, o ministro Onyx Lorenzoni exonerou um ex-deputado que cuidava da articulação política.

Exonerados em órgãos do governo

Ministério da Educação

Em meio a uma disputa entre as alas ideológica e militar, foram demitidos dois secretários-executivos, cinco secretários setoriais e dois presidentes do Inep.

Apex

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações já teve dois presidentes demitidos.

Funai

O presidente da Fundação Nacional do Índio, Franklimberg de Freitas, perdeu o cargo por pressão da bancada ruralista.

Secretaria de Comunicação

Floriano Barbosa, que chegou à Secom após trabalhar com Eduardo Bolsonaro, foi substituído por baixo desempenho na função.

Secretaria de Esporte

Marco Aurélio Vieira entrou em conflito com o ministro Osmar Terra (Cidadania) por discordar da nomeação de alguns políticos na sua área.

Embratur

Paulo Roberto Senise ficou menos de dez dias no cargo e deu lugar a Gilson Guimarães Neto, que atuou na campanha de Bolsonaro.

Casa Civil

O ex-deputado Carlos Manato (PSL-ES) foi demitido da Secretaria Especial para a Câmara da Casa Civil. O argumento foi que o trabalho de articulação política não funcionou.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

RECEITA FEDERAL FAZ OPERAÇÃO DE COMBATE AO CONTRABANDO NOS CORREIOS NA GRANDE FLORIANÓPOLIS



A Receita Federal realiza nesta sexta-feira (14) uma operação de combate ao contrabando no Centro de Triagem dos Correios, que fica em São José, na Grande Florianópolis. Até as 7h, drogas foram encontradas entre as mercadorias.


Agentes fiscalizam mercadorias suspeitas que chegaram do exterior para verificar se possuem documentação, em especial a nota fiscal.
"A mercadoria internacional chega em Curitiba, desce para Santa Catarina via terrestre, passa pelo centro de tratamento de encomendas e cargas. Fazemos a separação e encaminhamento no mesmo dia e segue para as unidades de distribuição de todo o estado", explica o superintendente estadual dos Correios Marciano da Silva.

Entre os produtos analisados, com o apoio do Canil da polícia, foi encontrada uma caixa com um pacote de maconha.

 Agentes da Receita Federal fiscalizam mercadorias  — Foto: Júlio Ettore/NSC TV

"Essas mercadorias não foram introduzidas regularmente, não tem documentação de entrada. O pessoal traz do exterior, vende pela internet e remete pelos Correios. A Receita Federal atua justamente identificando essas mercadorias. Os fiscais abrem as mercadorias e verificam se tem a documentação, se tiver, é liberado. Se não, retemos e levamos para Receita Federal para oportunizar o remetente que apresente a documentação. O índice de perda dessa mercadoria é de 95%", diz o delegado da Alfândega da Receita Federal, Dalton José Cardoso.

Foram retidas 55 mercadorias pela Receita Federal, com valor de 10 mil dólares.





quinta-feira, 13 de junho de 2019

GOVERNO DE SÃO PAULO LANÇA APLICATIVO ‘SOS MULHER’


O Governador João Doria lançou nesta sexta-feira (22) um aplicativo para que mulheres com medidas protetivas concedidas pelo Tribunal da Justiça de São Paulo (TJSP) possam pedir socorro quando estiverem em situação de risco. Chamado de SOS Mulher, a ferramenta, desenvolvida pela Polícia Militar, permite que as vítimas peçam ajuda apertando apenas um botão.
A medida visa agilizar e priorizar o atendimento destas pessoas, deslocando as equipes mais próximas ao local da ocorrência.
“A mulher aperta o botão e imediatamente aciona a Polícia Militar. A viatura mais próxima é enviada rapidamente até o local de onde foi emitido o sinal por meio do celular, em georreferenciamento. É mais rápido do que o sistema 190, que já é eficiente”, disse Doria.
Para usar o aplicativo, basta que o interessado baixe a ferramenta por meio das lojas virtuais Google Play e App Store. Depois, é necessário a realização de um cadastro com os dados pessoais para que as informações possam ser checadas junto ao TJSP, que fornece as informações do banco de dados das medidas protetivas. Após a confirmação positiva da ferramenta, o serviço poderá ser utilizado.
“As viaturas que estão a 4 km podem ser acionadas. Assim que acionou, cai no despachador, que é aquele policial que já aciona diretamente a viatura”, afirmou o comandante da Polícia Militar, Marcelo Vieira Salles.
É de extrema importância que, antes de começar a usar o aplicativo, a pessoa faça um teste de acionamento para verificar se a sua medida protetiva consta na base de dados do Poder Judiciário. O botão “peça socorro” do SOS Mulher é destinado apenas às mulheres e também aos homens e crianças que possuem a restrição expedida pelo órgão. Atualmente, mais de 70 mil pessoas estão aptas a utilizar o serviço.
Como funciona?
Os usuários devidamente cadastrados na ferramenta podem pedir ajuda sempre que estiverem em perigo. Para isso, é preciso apertar o botão disponível na ferramenta por cinco segundos. Depois, automaticamente é gerada uma ocorrência de risco à integridade física pelos Centros de Operações da Polícia Militar (Copom) em todo o Estado.
Com isso, o atendimento será priorizado e a PM utilizará as coordenadas geográficas da pessoa, entre outros dados do seu cadastro, para encaminhar a viatura policial mais próxima para atendimento imediato à vítima.
Após a chegada da equipe policial no endereço, é essencial que o usuário apresente a decisão do juiz, comprovando o descumprimento da medida protetiva e as providências decorrentes.
Em caso de acionamento indevido, a pessoa deve acionar a Polícia Militar rapidamente pelo telefone 190 e cancelar a ocorrência. Essa ação é muito importante porque evita o deslocamento desnecessário de policiais, permitindo que casos urgentes sejam atendidos. O chamado também vale caso o interessado não consiga realizar o cadastro, esteja com problemas no aplicativo/celular ou para quem não possui medida protetiva e precisa pedir socorro.
Operacionalização
As ocorrências geradas por meio do SOS Mulher utilizam a mesma estrutura que o atendimento telefônico 190 e são realizadas pelos centros de operações da PM no Estado. Atualmente, além do Copom da Capital, existem outras dez unidades localizadas no interior e litoral, nas seguintes regiões: São José dos Campos, Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Santos, Sorocaba, Presidente Prudente, Piracicaba e Araçatuba.
Vale destacar que os casos registrados pela ferramenta dispensam o contato da vítima com os atendentes que fazem parte da estrutura do atendimento telefônico 190, priorizando e agilizando a atuação policial.
Violência contra a mulher
São Paulo é pioneiro no combate à violência contra a mulher e conta com 133 DDMs, sendo nove na Capital, 16 na Grande São Paulo e 108 no Interior. Destas, sete unidades funcionam 24 horas, e até o final deste mês outras três irão iniciar o atendimento interrupto.
Além disso, todas as delegacias do Estado seguem o Protocolo Único de Atendimento, que estabelece um padrão para melhor acolher casos de violência contra a mulher. Todos os policiais são capacitados – os cursos de formação contemplam disciplinas direcionadas ao tema.
FONTE:http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/governo-de-sao-paulo-lanca-aplicativo-sos-mulher/

quinta-feira, 16 de maio de 2019

"OS OBSTÁCULOS QUE BOLSONARO VAI ENFRENTAR PARA PRIVATIZAR OS CORREIOS"




"O anúncio do presidente Jair Bolsonaro de que foi iniciado um estudo sobre a privatização dos Correios abriu caminho para mais um tópico que, assim como a reforma da Previdência e outras medidas de grande impacto no campo econômico, deverá gerar longos embates entre governo e oposição e também motivar ruídos no campo bolsonarista.

Também tende a ser mais uma prova sobre o verdadeiro caráter liberal do governo Bolsonaro, viés que é personificado pelo ministro Paulo Guedes (Economia) e atacado, em algumas ocasiões, pelo próprio presidente da República.

Além disso, o debate também esbarrará no universo judicial, já que tem ligação com uma contenda instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado e ainda não resolvida."

"Tema divide Congresso da mesma forma que a reforma da Previdência
No Congresso Nacional, ao menos em um momento inicial, a discussão sobre a privatização dos Correios deve dividir a casa do mesmo modo do que faz a reforma da Previdência: parlamentares de siglas como PT e PSOL se posicionarão de modo contrário, enquanto a base aliada do governo Bolsonaro e deputados e senadores do campo liberal militarão a favor.
O PT comanda a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Correios, com o deputado federal Leonardo Monteiro (MG). O grupo, que reúne 210 deputados federais e três senadores, tem no combate à privatização uma das suas principais agendas. “Vamos continuar trabalhando na Frente pelo diálogo, em defesa da estatal e seus trabalhadores e na construção de alternativas por um Correios público e de qualidade”, afirmou Monteiro, no ato de lançamento da frente.

Também como no caso da reforma da Previdência, em que a atuação de grupos de servidores públicos se mostra como uma das maiores forças contrárias, os funcionários dos Correios prometem intensificar a luta contra uma eventual privatização. Os sindicatos da categoria já iniciaram mobilização sobre o tema e, no próximo mês, estudam deflagrar uma greve.
"Um dos atos previstos para a articulação dos funcionários é o diálogo com clientes dos Correios, tanto nas lojas da empresa quanto na entrega de cartas e encomendas, como explicou a presidente da regional do Distrito Federal da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), Amanda Corsino.

“Nós queremos mostrar à população que a privatização dos Correios será um problema não apenas para os funcionários da empresa, e sim para o país como um todo”, apontou Corsino. Segundo ela, os principais efeitos negativos que uma eventual privatização traria seria o encarecimento dos produtos e uma diminuição de serviços em localidades mais remotas – hoje os Correios estão presentes em todos os municípios do país.

Na mão oposta, o Partido Novo deve figurar entre os defensores da venda da estatal. A sigla tem agenda privatizante e a venda de empresas públicas figurou entre as principais propostas do presidenciável do Novo em 2018, João Amoêdo.

A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) relata que um dos motivos que a leva a considerar como positiva uma eventual venda dos Correios está nos casos de corrupção que atingiram a estatal nos últimos anos. O mensalão, principal controvérsia do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se público após o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) se sentir acuado por acusações que pairavam sobre um diretor da estatal, indicado sob sua influência.

Ventura aponta, entretanto, que a privatização isolada dos Correios não resolverá os problemas relacionados à estatal. Para a deputada, a abertura do mercado é uma etapa essencial: “O que nós devemos evitar é sair de um monopólio estatal para cair em um monopólio privado”, diz.
A parlamentar também afirma que a questão da prestação de serviços em cidades menores poderia ser resolvida com a adoção de modelos híbridos da atuação dos Correios, que eventualmente poderiam manter uma fração sob comando estatal.

Em relação à expectativa para a discussão da privatização no Congresso, a deputada disse se preocupar com a atuação de grupos que deteriam interesses “não republicanos” no momento de se contrariar à proposta. “Vão dizer que quem vai pagar a conta é o mais pobre, que alguns específicos vão enriquecer com isso. Não há problema em alguém enriquecer. O problema é se manter uma situação em que todos pagam a conta, especialmente os mais pobres”, disse.

Como no passado
Se a intenção do governo de privatizar os Correios for mesmo levada à frente, o Congresso poderá ter um ambiente semelhante ao vivido durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), quando estatais de grande porte, como Vale e Telebras, foram privatizadas.
À época, a oposição – capitaneada pelo PT – também promoveu mobilizações de grande expressão e pautou o argumento de que as operações prejudicariam a população pobre. O governo, entretanto, triunfou e conseguiu executar a agenda.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), que durante o governo de Fernando Henrique Cardoso integrava o PT, identifica semelhanças entre as iniciativas das gestões distintas.

“Tanto naquela época quanto hoje, existe um discurso de tentar emplacar a ideia de que as estatais não funcionam, de que elas só trazem prejuízos ao Brasil. Isso não é verdade. Nós tínhamos uma empresa de telefonia que produzia tecnologia de ponta. Hoje os Correios são uma empresa admirada. O plano do governo, com isso e com a reforma da Previdência, é tentar vender confiança para o mercado internacional”, aponta.

Fogo amigo
À parte os opositores, o governo terá que superar barreiras internas para levar adiante o projeto de vender os Correios.
São obstáculos tanto de ordem técnica como também na esfera política. Os problemas na execução são materializados pela dificuldade que, até o momento, o governo tem tido na tentativa de realizar privatizações. A meta de se arrecadar R$ 20 bilhões com a venda de estatais em 2019 se mostra cada vez mais distante. E as negociações que já estão em curso são, principalmente, projetos iniciados pela gestão de Michel Temer.

Outro empecilho vem por parte do ministro Marcos Pontes, titular da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Ele declarou que não gostaria de ver privatizadas as empresas que estão sob sua alçada – como os Correios.
No último dia 21, o presidente da estatal, General Juarez Cunha, escreveu em seu perfil no Twitter uma declaração que também sugere, no mínimo, cautela na ideia de se privatizar a empresa: “Sobre privatização, o Ministro Marcos Pontes defende que a decisão deve ser baseada em fatos, números e um plano de negócios bem estruturado, que leve em conta as necessidades estratégicas do País, o retorno para o governo e principalmente a garantia dos direitos dos servidores”.

Líder do PSL na Câmara, o deputado federal Delegado Waldir (GO) minimiza os obstáculos internos. Segundo ele, o debate sobre privatizações foi colocado por Bolsonaro durante o período eleitoral e, portanto, o tema foi referendado pela população. “Nosso ministro [Paulo Guedes] é privatista, as pessoas nos locais estratégicos também são, têm a mesma visão. Esse projeto está implícito dentro das ações que vínhamos divulgando quando ganhamos a Presidência”, apontou.

O deputado também acredita que a percepção popular sobre o tema está se modificando. “O povo está cada vez mais ciente de que o governo precisa fazer caixa, que é necessário reduzir o tamanho do Estado para se investir no que é essencial”, declarou.

"Na Justiça
Ainda será necessário que o governo acompanhe uma decisão do STF para executar a venda dos Correios.
No ano passado, a Corte abriu um debate sobre a necessidade de o Planalto ouvir o Congresso para empreender uma privatização. A discussão se iniciou após a gestão de Michel Temer decidir vender refinarias da Petrobras sem consultar o Legislativo.

A federação de funcionários da Caixa Econômica Federal (Fenafe) acionou o STF questionando o procedimento e o ministro Ricardo Lewandowski emitiu, em junho, uma liminar impedindo a comercialização das refinarias.
O tema deverá ser apreciado pela totalidade dos ministros do Supremo, mas ainda não há data para que o julgamento ocorra."

FONTE:https://www.gazetadopovo.com.br/republica/os-obstaculos-que-bolsonaro-vai-enfrentar-para-privatizar-os-correios/



terça-feira, 12 de março de 2019

AGÊNCIA DOS CORREIOS É ARROMBADA EM JOÃO PESSOA, DIZ POLÍCIA MILITAR

Agência dos Correios no bairro da Torre foi arrombada pela porta da frente em João Pessoa — Foto: Walter Paparazzo

A agência dos Correios no bairro da Torre, em João Pessoa, foi arrombada na madrugada desta segunda-feira (11). De acordo com informações da Polícia Militar, por volta das 5h, o alarme da agência disparou, acionando as equipes da PM. No local funciona um Centro de Distribuição de Encomendas.

Ao chegar ao local, a Polícia Militar, juntamente com o gerente da agência, constataram que a porta da frente estava violada e que o interior do estabelecimento estava revirado. A equipe de perícia da Polícia Federal foi acionada para identificar as correspondências violadas ou levadas pelos assaltantes.

De acordo com os funcionários do centro de distribuição dos Correios, são feitas aproximadamente 25 mil entregas por dia a partir de correspondências que saem da agência no bairro da Torre. O estabelecimento atende bairros da zona leste, entregando cartas, cartas registradas e encomendas do Sedex.

A gerência dos Correios na Paraíba informou, por meio de nota, que na manhã desta segunda-feira (11) foi verificado que a porta do Centro de Distribuição Domiciliária de Torre havia sido violada. De imediato a Polícia Federal foi acionada e neste momento a unidade está sob perícia.

Polícia Militar foi acionada por volta das 5h desta segunda-feira (11) após arrombamento dos Correios em João Pessoa — Foto: Walter Paparazzo/G1

Por essa razão, os carteiros daquela unidade não sairão para entrega nesta data. A ocorrência de eventuais furtos ou violação de objetos também está sendo apurada. A unidade dispõe de sistema de câmeras que irão auxiliar nas investigações.

FONTE:https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2019/03/11/agencia-dos-correios-e-arrombada-em-joao-pessoa-diz-policia-militar.ghtml



quinta-feira, 7 de março de 2019

AGÊNCIA DOS CORREIOS DE TIMBÓ É ASSALTADA NO COMEÇO DA TARDE DESTA QUARTA-FEIRA

(Foto: )
A agência dos Correios de Timbó, localizada na Avenida Sete de Setembro, no Centro, foi alvo de um assalto no começo da tarde desta quarta-feira. A Polícia Civil já foi acionada. De acordo com testemunhas, homens invadiram a agência por volta das 12h40 min.
De acordo com o delegado de polícia, Raphael Souza Werling de Oliveira, neste momento agentes da Polícia Civil estão nas ruas fazendo diligências em busca dos envolvidos. Ainda não há informação do valor levado e de quantos criminosos teriam cometido o crime. A agência vai permanecer fechada ao longo do dia de hoje para investigação.

Mais informações em breve.

FONTE:https://www.nsctotal.com.br/noticias/agencia-dos-correios-de-timbo-e-assaltada-no-comeco-da-tarde-desta-quarta-feira




quarta-feira, 6 de março de 2019

PRÉDIO DOS CORREIOS É CERCADO PELA POLÍCIA APÓS ALARME FALSO EM ARAGUAÍNA


O prédio onde funciona uma agência dos Correios foi cercado por várias forças policiais na noite desta terça-feira (5) após um alarme disparar. Viaturas das policias Civil, Militar e Federal foram até o local, mas após uma revista foi constatado que não havia invasão e que o dispositivo que disparou ficava na verdade no prédio ao lado.

Segundo a Polícia Civil, o local abriga uma agência do INSS. A PM informou que foram feitas buscas e não havia sinais de arrombamento ou qualquer tipo de atividade criminosa;
Os dois prédios ficam na região central da cidade. A movimentação chamou atenção de moradores que passavam pelo local.


FONTE:https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2019/03/05/predio-dos-correios-e-cercado-pela-policia-apos-alarme-falso-em-araguaina.ghtml