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| Plenário do Senado Federal durante sessão (Marcos Oliveira/Agência Senado)
Brasília — O
presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), calcula que os votos
para aprovar a reforma da
Previdência estão garantidos na Câmara e no
Senado e que o processo todo deve ser concluído após o recesso parlamentar.
A
expectativa é que a Câmara finalize a sua parte antes das férias de julho, que
começam dia 18. O Senado retoma a discussão em agosto e deve encerrar a votação
em 60 dias. O senador diz ser “perto de zero” a chance de a Casa interromper o
recesso para discutir o tema. “A Câmara já tem os 308 votos. No Senado, tem
ampla maioria”, apostou Alcolumbre em jantar promovido nesta segunda-feira, 24,
pelo jornal digital Poder360. O jornal
O Estado de S. Paulo participou do encontro como convidado.
Alcolumbre disse que o trecho da reforma que
aumenta a alíquota dos bancos deve ser mantido no Senado. “Banqueiro ganha
muito”, justificou. O relator da proposta na comissão especial, deputado Samuel
Moreira (PSDB-SP), teve de recorrer à alta de tributos dos bancos para
compensar perdas com outras alterações no projeto. A conta adicional aos bancos
prevê a elevação de 15% para 20% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL), o que vai engordar os cofres do governo em R$ 5 bilhões por ano.
O
senador ressaltou que a aprovação da reforma não será resultado da articulação
política do governo, mas do consenso de que a medida é necessária para a
retomada do crescimento econômico. Tanto que sua aposta é que, após a votação,
o governo terá dificuldades para aprovar sua agenda. “No Senado, eu conto quatro
votos do PSL pró-governo”, afirmou.
Na presença do
secretário Salim Mattar, responsável pelas privatizações dentro da pasta da
Economia, Alcolumbre citou
que a venda dos Correios, por exemplo, é um dos temas que “dificilmente” passa
no Congresso. Na semana passada, Bolsonaro demitiu o presidente dos Correios
por trabalhar contra seu projeto de privatização da empresa.
A
retaliação ao governo é uma resposta à forma como o Planalto trata o Congresso.
Alcolumbre diz que deputados e senadores não podem ser acusados de “toma lá, dá
cá” por pedirem recursos para a construção de uma praça ou um hospital em suas
bases eleitorais. Enquanto o governo não descobrir como quer se relacionar com
o Congresso, afirma ele, o cada um por si vai se manter. “Nesse modelo, a gente
não sabe quantos votos o governo tem”, disse o senador.
O Parlamento também não aceita, afirmou
Alcolumbre, que membros do Executivo, incluindo o presidente Jair Bolsonaro,
usem as redes sociais para criminalizar o Congresso. “Todo dia tem uma novidade
e me pedem para que eu faça uma nota rebatendo. Se cancelarem cinco pacotes de
dados de Twitter, a política melhora”, ironizou.
Alcolumbre
comentou ainda sobre a última crítica de Bolsonaro aos parlamentares ao dizer
que o Congresso quer transformá-lo numa “Rainha da Inglaterra” por aprovar um
projeto que trata da indicação para agências reguladoras. “Não entenderam o
projeto”, rebateu Alcolumbre.
O
presidente do Congresso antecipou que, se Bolsonaro vetar o projeto, vai pôr o
veto em discussão na mesma semana. Quando perguntado: vão derrubar? Alcolumbre
respondeu: “Não tem como prever”. O Estado revelou que o Congresso já derrubou
três vetos do presidente em cinco meses de gestão. Um recorde.
Nesse
cabo-de-guerra, “o Congresso será cada vez mais autônomo”, garantiu Alcolumbre.
Ele explicou que a agenda conjunta e prioritária é essencialmente econômica.
Inclui a reforma tributária, “que irá apenas aproveitar alguns pontos da
proposta do governo”, o pacto federativo, a autonomia do Banco Central, a
cessão onerosa e a reforma política.
Esta
última, uma provocação ao presidente Bolsonaro, que tem afirmado que disputará
a reeleição se o Congresso não aprovar as mudanças na lei eleitoral. Não há
disposição do Congresso, porém, de acabar com a reeleição já para 2022 – a
medida afetaria os próprios congressistas.
A
prioridade após a Previdência, porém, não é a reforma política. Afinados,
Alcolumbre e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiram criar uma
comissão conjunta para tratar da reforma tributária. O colegiado tem a missão
de acompanhar a discussão para acelerar o processo de votação.
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quarta-feira, 26 de junho de 2019
ALCOLUMBRE: CONGRESSO APOIA REFORMA, MAS NÃO APROVARIA VENDA DOS CORREIOS
terça-feira, 25 de junho de 2019
'NÃO ESTAMOS AINDA FALANDO EM NADA DE PRIVATIZAÇÃO', DIZ NOVO PRESIDENTE DOS CORREIOS
O novo presidente dos
Correios, Floriano Peixoto, disse nesta segunda-feira (24) que ainda não está
conversando sobre uma eventual privatização da estatal. Ex-ministro da
Secretaria-Geral, Peixoto afirmou, logo após tomar posso no comando dos Correios,
que o objetivo dele é "fortalecer" a estatal e fazê-la
"crescer".
General da reserva do
Exército, Floriano Peixoto deixou o cargo no primeiro escalão do governo Jair
Bolsonaro para assumir a presidência dos Correios. Ele foi empossado pelo
presidente da República para a chefia da estatal nesta segunda-feira em uma
cerimônia no Palácio do Planalto.
Nos Correios, ele vai
substituir outro militar, o general Juarez Cunha, que foi demitido acusado pelo
presidente da República de agir como um "sindicalista".
Bolsonaro anunciou a demissão de Juarez Cunha em
um café da manhã com jornalistas realizado uma semana antes da oficialização da
troca de comando na estatal. Na ocasião, o presidente mencionou o fato de o
então presidente dos Correios – que havia sido nomeado para o cargo durante o
governo Michel Temer – ter se manifestado contrário à privatização da empresa
pública.
"Não estamos ainda
falando em nada de privatização, nada. Como eu disse, a minha intenção é ir
para lá trabalhar para fortalecer, para fazer a empresa crescer, ficar mais
gigante ainda do que ela é. Fortalecer financeiramente e com referenciais de
eficiência que tornem a empresa de novo um orgulho para todos nós. Recuperar a
credibilidade, que é uma empresa da idade do Brasil e tem que ter, ela faz
parte da nossa história", declarou Floriano em uma entrevista coletiva
concedida no Palácio do Planalto depois de tomar posse como presidente dos
Correios.
Recém-empossado na
presidência do Correios, Floriano Peixoto afirmou que ainda não foi até a empresa.
“Não posso ousar em dizer que vou fazer algo [mudanças] sem conhecer”,
declarou. Ele acrescentou que vai conversar com dirigentes da estatal para
estabelecer metas para os Correios.
Questionado sobre se a
empresa não será vendida caso volte a crescer, Floriano Peixoto disse não pode
assegurar isso.
"Uma coisa de cada
vez. Vamos trabalhar para a empresa crescer. É isso que todos nós queremos. O
Correio é do Brasil, é uma empresa nossa, e que nós temos muito orgulho",
enfatizou.
sábado, 22 de junho de 2019
MORADORES FAZEM FAIXA E ABAIXO-ASSINADO CONTRA FECHAMENTO DE AGÊNCIA DOS CORREIOS EM JUNDIAÍ: 'PELO AMOR DE DEUS'
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| Faixa preta com o apelo para a agência de Jundiaí não ser fechada está no muro — Foto: TV TEM/Reprodução |
Moradores
e comerciantes da Vila Arens, em Jundiaí (SP), estão se mobilizando contra o
fechamento da agência dos Correios no bairro. Segundo eles, quase 200 mil
pessoas podem ser prejudicadas.
O grupo
fez um abaixo-assinado e já conseguiu 3.500 assinaturas para tentar evitar o
fechamento, além de pedido em faixa para evitar o fechamento.
Uma faixa
preta com o apelo - com a frase "Pelo amor de Deus" - para a agência
não ser fechada está no muro. Do lado de fora da unidade, uma prancheta fica
pendurada na parede para quem quiser participar do abaixo-assinado.
A
iniciativa é dos comerciantes da região da Vila Arens. Dois deles reclamaram
que o fechamento da agência só vai piorar o atendimento da população.
"Nossa
região é muito grande, não é possível que os Correios não se sensibilizem de
manter uma agência aqui para atender mais de 200 mil pessoas que tem na região.
Não são só pessoas, são empresas que precisam desses Correios", reclama o
empresário Sérgio Zamana.
c A gente vai ter que ir
para outra agência, vai superlotar e o atendimento vai ficar prejudicial à
população", reclama o empresário Ademir de Oliveira.
Em todo o país, 161 agências serão fechadas até o
começo de julho. No interior de São Paulo serão nove. Em
Jundiaí, dois pontos de atendimento vão fechar as portas.
Juntando as duas
agências, 13 funcionários serão transferidos para outros locais em Jundiaí. Já
o atendimento será feito em uma agência perto do Terminal Central. A distância
entre o local e o ponto de atendimento dos Correios na Vila Arens é de pouco
mais de dois quilômetros. Além da distância, as pessoas que usam a agência só
têm reclamações.
"Com esse
movimento, passando para lá, vai ficar bastante comprometido porque lá já tem
um atendimento entre 30 a 40 minutos, mais esse movimento, vai passar de uma
hora para uma pessoa", conta o comerciante Valdecir Dallaqua.
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| Moradores de Jundiaí fazem abaixo-assinado contra fechamento de agência dos Correios em bairro — Foto: TV TEM/Reprodução |
"Nós temos muitos idosos
que vêm aqui. Como que esses idosos, para eles se locomoverem, aqui já é um
pouco complicado, você imagina eles se locomoverem lá para a Praça da Bandeira?
Vai ser terrível!", diz Sérgio Zamana.
Os Correios confirmaram
o fechamento da agência da Vila Arens até o dia 5 de julho e disseram que a
medida foi tomada para garantir maior produtividade. Disseram também que o
serviço das duas agências vai passar para a unidade dos Correios da Rua
Petronilha Antunes, no centro de Jundiaí.
sexta-feira, 21 de junho de 2019
EM DEFESA DOS CORREIOS - ABAIXO-ASSINADO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS
EM DEFESA DOS CORREIOS
Projeto de Lei de Iniciativa Popular Contra a Privatização dos Correios
Senhores e Senhoras Parlamentares,
Nós, cidadãs e cidadãos brasileiros (as), abaixo-assinados, com base na Constituição Federal, em seu Artigo 61, §2º, que regulamenta a iniciativa popular, bem como na Lei 9.709/98 que também trata da iniciativa popular na esfera federal, vimos a presentar este PROJETO DE LEI DE INICIATIVA POPULAR para excluir a EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS do Programa de Desestatização e Desinvestimentos do Ministério da Economia, por ser autossustentável e não dependente de Recursos do Tesouro Nacional.
Os Correios são responsáveis pela integração nacional, unindo os 5.570 municípios brasileiros através de cartas e encomendas. Emprega mais de 100 mil funcionários diretos e 300 mil indiretos responsáveis pelo atendimento, triagem, separação, entrega e coleta de mais de meio bilhão de objetos ao mês.
Em 80% do mundo os Correios são estatais. No Brasil, sua privatização representa um risco para a soberania do país.
Os Correios são o braço logístico do Estado. Garante a entrega de livros didáticos em todos os municípios brasileiros; sua estrutura viabiliza as eleições que ocorrem a cada 2 anos no Brasil, com o transporte das urnas eletrônicas; realiza a entrega e coleta das provas do ENEM em todo o território; entrega e distribui vacinas em todo o território; distribui donativos em casos de catástrofes; emite CPF e funciona como correspondente bancário; entre outros.
Manter os Correios público é sinônimo de força e independência necessárias para o crescimento e integração do país. Essa luta é de todos os brasileiros que desejam um futuro melhor para Brasil. Os Parlamentares de todas as regiões do país, precisam estar juntos aos seus eleitores neste momento. A venda dos Correios, como detalhado acima, atende apenas aos interesses de empresários estrangeiros. Para a população o resultado será de queda na qualidade do serviço prestado, e aumento do preço das tarifas.
Por isso, o apoio de todos os senhores e senhoras parlamentares é imprescindível na aprovação deste Projeto de Lei de Iniciativa Popular.
Projeto de Lei de Iniciativa Popular Contra a Privatização dos Correios
Senhores e Senhoras Parlamentares,
Nós, cidadãs e cidadãos brasileiros (as), abaixo-assinados, com base na Constituição Federal, em seu Artigo 61, §2º, que regulamenta a iniciativa popular, bem como na Lei 9.709/98 que também trata da iniciativa popular na esfera federal, vimos a presentar este PROJETO DE LEI DE INICIATIVA POPULAR para excluir a EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS do Programa de Desestatização e Desinvestimentos do Ministério da Economia, por ser autossustentável e não dependente de Recursos do Tesouro Nacional.
Os Correios são responsáveis pela integração nacional, unindo os 5.570 municípios brasileiros através de cartas e encomendas. Emprega mais de 100 mil funcionários diretos e 300 mil indiretos responsáveis pelo atendimento, triagem, separação, entrega e coleta de mais de meio bilhão de objetos ao mês.
Em 80% do mundo os Correios são estatais. No Brasil, sua privatização representa um risco para a soberania do país.
Os Correios são o braço logístico do Estado. Garante a entrega de livros didáticos em todos os municípios brasileiros; sua estrutura viabiliza as eleições que ocorrem a cada 2 anos no Brasil, com o transporte das urnas eletrônicas; realiza a entrega e coleta das provas do ENEM em todo o território; entrega e distribui vacinas em todo o território; distribui donativos em casos de catástrofes; emite CPF e funciona como correspondente bancário; entre outros.
Manter os Correios público é sinônimo de força e independência necessárias para o crescimento e integração do país. Essa luta é de todos os brasileiros que desejam um futuro melhor para Brasil. Os Parlamentares de todas as regiões do país, precisam estar juntos aos seus eleitores neste momento. A venda dos Correios, como detalhado acima, atende apenas aos interesses de empresários estrangeiros. Para a população o resultado será de queda na qualidade do serviço prestado, e aumento do preço das tarifas.
Por isso, o apoio de todos os senhores e senhoras parlamentares é imprescindível na aprovação deste Projeto de Lei de Iniciativa Popular.
ACESSE O LINK AQUI:https://peticaopublica.com.br/?pi=BR112635
FONTE:
SERVIÇO OFERECIDO PELOS CORREIOS AJUDA A ACHAR DOCUMENTOS PERDIDOS EM SERGIPE
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| Documentos perdidos — Foto: Reprodução/JN/Arquivo |
Os Correios disponibilizam um
serviço de Achados e Perdidos dos Correios para documentos. Em Sergipe, eles
ficam guardados na Agência Central, localizada no calçadão da Laranjeiras, em
Aracaju. O horário de atendimento ao público vai das 9 às 17h, de segunda a
sexta-feira.
Aqueles que encontrarem
documentos de terceiros podem depositá-los no guichê de qualquer agência dos
Correios ou em caixas de coleta. Segundo os Correios, os documentos são
acondicionados em envelopes e guardados, ficando disponíveis para retirada
durante 60 dias.
Para retirar o
documento perdido, o cidadão deve apresentar outro documento que comprove sua
titularidade e pagar uma tarifa de R$ 5,70. Documentos sob a guarda dos
Correios só podem ser entregues aos proprietários ou seus representantes
legais, devidamente reconhecidos.
A consulta à relação de
documentos disponibilizados para retirada pode ser feita em qualquer unidade ou
no site dos
Correios.
Caso seja constatado
que o documento perdido está em uma cidade diferente da qual o proprietário se
encontra, é possível fazer uma solicitação para que ele seja enviado à agência
mais próxima.
FONTE:https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2019/06/20/servico-oferecido-pelos-correios-ajuda-a-achar-documentos-perdidos-em-sergipe.ghtml
SEM FALAR EM PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS, NOVO PRESIDENTE DIZ QUE MISSÃO É RESGATAR 'CREDIBILIDADE'
Novo presidente dos Correios diz que missão é resgatar 'credibilidade'
O
novo presidente dos Correios, Floriano
Peixoto Neto, afirmou nesta sexta-feira (21), que sua missão
frente a estatal será de resgatar a "credibilidade" da empresa. Ele
não falou nada sobre a privatização dos Correios–
objetivo do presidente Jair Bolsonaro.
Bolsonaro anunciou
nesta sexta, em pronunciamento no Palácio do Planalto, que Floriano Peixoto
Neto deixaria a Secretaria-Geral da Presidência da República, para assumir
a presidência dos Correios, no lugar de Juarez Cunha, que teve a
demissão anunciada na semana passada.
Na ocasião, o
presidente justificou a demissão
pelo comportamento "sindicalista" de Cunha, que
se manifestou contrários à privatização dos Correios, avalizada pelo
presidente.
"Minha missão é
resgatar a credibilidade, é fortalecer o desenvolvimento financeiro da
instituição. E essa questão relativa a privatização ficará para decisão do
presidente Bolsonaro", afirmou Floriano Peixoto Neto em entrevista à
imprensa logo após o anúncio no Palácio do Planalto.
Questionado sobre a
privatização da estatal, Floriano disse que a questão "vai ser levada
oportunamente à decisão do presidente Bolsonaro".
“Eu prefiro não
adiantar nada neste particular. A minha missão é continuar fortalecendo o
desenvolvimento da empresa, melhorar indicadores de referência, de eficiência.
Essa questão ela vai ser levada oportunamente à decisão do presidente
Bolsonaro.
'Intenção'
Durante
a entrevista desta sexta, Bolsonaro afirmou que não há um prazo para privatizar
os Correios, uma vez que a ação depende de aval do Congresso Nacional.
"Não temos prazo, há uma intenção, sim, está no radar esta questão",
disse.
O presidente destacou
que a "missão" de Floriano Peixoto é "fazer o melhor
possível" para a estatal. Ele deu como exemplo de missão quase
"impossível" de cumprir recuperar perdas fundo de pensão dos
funcionários dos Correios, o Postalis, citado em investigações de casos de
corrupção.
quinta-feira, 20 de junho de 2019
JUSTIÇA DO TRABALHO ACEITA PEDIDO DO SINTECT-GO E DETERMINA QUE ECT NÃO DESCONTE NENHUM DIA DOS TRABALHADORES QUE ADERIRAM À GREVE GERAL
A Justiça do Trabalho em Goiás deferiu pedido de tutela de
urgência do SINTECT-GO para que a ECT não faça nenhum desconto nas folhas de
pagamento dos trabalhadores que aderiram à Greve Geral, realizada no dia 14 de
junho. O Sindicato ajuizou Ação Civil Coletiva após a ECT ameaçar os
trabalhadores e demonstrar que iria descontar três dias de salário dos
empregados.
Na Ação, o SINTECT-GO solicitou que a ECT não efetuasse os descontos
no contracheque dos trabalhadores, uma vez que eles estavam exercendo um
direito fundamental, que é o direito de greve, que no art. 7º prevê negociação
para reposição do dia parado. Diz o art.7º da Lei de Greve:
“Observadas as condições previstas nesta Lei, a participação
em greve suspende o contrato de trabalho, devendo as relações obrigacionais,
durante o período, ser regidas pelo acordo, convenção, laudo arbitral ou
decisão da Justiça do Trabalho. ”
Por meio da Ação, o Sindicato solicitou ainda que não haja
desconto do sábado e domingo, como pretende a ECT ao usar seu Manual de
Pessoal, que prevê que se uma greve ocorrer na sexta-feira, o PGP computará
três dias como ausência e considerará que o retorno ao trabalho ocorreu somente
na segunda-feira. Eis o absurdo previsto no MANPEs:
2.4.4 ...:
a) Para a jornada
de segunda a sexta-feira com repouso no domingo, se o inicio da greve for na
sexta-feira, com consequente lançamento no PGP, o sistema computara 3 dias como
ausência greve, em razão ser considerado como suspensão dee Contrato de
trabalho, cuja contagem dos dias de afastamento é consecutiva até o retorno ao
trabalho.
Para o SINTECT-GO, esta cláusula é abusiva e ilegal e, por isso,
também solicitou que ela seja declarada nula para os trabalhadores dos Correios
em Goiás, evitando que nas próximas greves a Empresa a utilize para descontos
indevidos.
Na fundamentação da Ação, o Sindicato também alegou que a ECT não
pode descontar o Repouso Salarial Remunerado, uma vez que a Lei nº606/49 deixa
claro que ele não será concedido apenas em caso de ausência não justificada, o
que não é o caso da greve do dia 14, que é uma ausência justificada.
No entendimento do SINTECT-GO, além da greve ter sido amplamente
divulgada, os trabalhadores exerceram um direito ao aderi-la. “Entendemos que
não se pode penalizar o trabalhador por ele estar exercendo um direito
garantido em lei”, explicou a advogada da assessoria jurídica do Sindicato,
Gizeli Costa.
O Sindicato também requereu que a reposição das horas não trabalhadas
no dia 14 de junho se faça por meio do Banco de Horas, como já vem sendo
praticado pela Empresa há muito tempo nas greves das Campanhas Salariais.
Da decisão
A magistrada da 15ª Vara do Trabalho de Goiânia concedeu a tutela cautelar ao Sindicato e determinou que a ECT não efetue qualquer desconto na folha de pagamento dos trabalhadores. Para a Juíza do Trabalho, Camila Baiao Vigilato, não é razoável que o desconto do dia de greve se estenda para os dias do final de semana e ao repouso semanal remunerado. E quanto ao dia 14, “É interessante que haja uma negociação com a categoria, encontrando-se uma solução menos gravosa, como seria a compensação das horas não trabalhadas, por exemplo”, destacou.
A magistrada da 15ª Vara do Trabalho de Goiânia concedeu a tutela cautelar ao Sindicato e determinou que a ECT não efetue qualquer desconto na folha de pagamento dos trabalhadores. Para a Juíza do Trabalho, Camila Baiao Vigilato, não é razoável que o desconto do dia de greve se estenda para os dias do final de semana e ao repouso semanal remunerado. E quanto ao dia 14, “É interessante que haja uma negociação com a categoria, encontrando-se uma solução menos gravosa, como seria a compensação das horas não trabalhadas, por exemplo”, destacou.
AGÊNCIA DOS CORREIOS É FECHADA APÓS SER INVADIDA POR CRIMINOSOS NO SUL DE PALMAS
Uma agência dos Correios do
setor Jardim Aureny I, na regão sul de Palmas, foi fechada após ser arrombada
por criminosos na madrugada desta quarta-feira (19). Segundo a assessoria dos
Correios, o gerente da unidade encontrou os vidros da porta quebrados quando
chegou no local para começar o expediente.
Os Correios não
informou a quantidade de dinheiro levado pelos criminosos.
Segundo os Correios o
local foi fechado para realização de perícia e apuração interna. Não há
previsão para retomada dos serviços na unidade.
Os moradores da região
que precisarem de atendimento devem procurar a agência de Taquaralto. O prédio
fica localizado na rua 11, quadra 31, lote 22.
quarta-feira, 19 de junho de 2019
SERÁ INAUGURADO NESTA QUARTA-FEIRA (19) O PROGRAMA DE RÁDIO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS: EM DEFESA DOS CORREIOS
O programa semanal, será sempre às quartas-feiras, às 15 horas, na Web
Rádio Censura Livre.
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Você poderá enviar mensagens também para nosso Whatsapp: (21) 99833-6490
Pauta:
1. A campanha contra a privatização dos Correios e a demissão do
presidente da ECT;
2. O fechamento das 161 agências de Correios;
3. A avaliação da Greve Geral do dia 14/06 e os próximos passos.
PARTICIPAM NO ESTÚDIO:
JOEL ARCANJO, carteiro no bairro de Irajá e também dirigente da
Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (FENTECT)
PARTICIPAM POR TELEFONE:
JOSÉ RIVALDO DA SILVA – Secretário Geral da FENTECT e GERALDO FRANCISCO
RODRIGUES – Secretário de Administração e Finanças da FENTECT
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pautas e anseios da classe trabalhadora.
Com programação variada, tem transmissão 24 horas.
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FONTE:
“DEUS ACIMA DE TUDO, CORREIOS NO CORAÇÃO DE TODOS”, DIZ GENERAL EM CARTA
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| Juarez Aparecido de Paula Cunha, presidente dos Correios: Bolsonaro disse que o militar se comportou como "sindicalista" (José Cruz/Agência Brasil) |
Demitido pelo
presidente Jair Bolsonaro, o presidente dos Correios general Juarez Cunha enviou uma
carta de despedida aos funcionários na noite desta terça-feira. Na mensagem,
exalta os resultados financeiros obtidos nos sete meses em que esteve à frente
da estatal.
“Os
índices da qualidade operacional superaram todas as metas, a recuperação
financeira no último ano apresenta resultados muito favoráveis e as
perspectivas futuras são excelentes. Nossa Empresa prossegue num franco
processo de recuperação iniciado em 2018.”
O general relembra também sua passagem pelo
exército: “Assim como defendi e respeitei todos os soldados do Exército de
Caxias, também respeitei e defendi todos os empregados dedicados que
orgulhosamente envergam o uniforme azul e amarelo”.
Termina
mensagem com uma referência ao slogan de campanha do presidente Bolsonaro.
“Brasil Acima de Tudo! Correios no Coração de Todos!”
Juarez deve ser
destituído do cargo oficialmente nesta quarta-feira, após reunião do conselho
de administração da estatal. Ele foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro,
que não gostou da postura do general durante uma audiência pública no Congresso
sobre a privatização da estatal. Juarez se
posicionou contra a privatização e posou para foto com parlamentares da
oposição. Para Bolsonaro, foi uma “atitude de sindicalista”.
A
fala de Bolsonaro ocorreu na sexta-feira e caiu como uma bomba entre executivos
e funcionários da companhia. Um executivo próximo à estatal classificou a fala
de Bolsonaro como truculenta e disse que a notícia foi recebida com espanto na
empresa.
O
general passou o início da semana à espera de uma carta do Ministério da
Ciência e Tecnologia com a notícia oficial da demissão. Próximo a Bolsonaro,
Cunha ficou abalado com a fala do presidente. Segundo um assessor próximo ao
general, Cunha e Bolsonaro são amigos há décadas e frequentaram a casa um do
outro. O general cursou a Academia Militar das Agulhas Negras, assim como
Bolsonaro, e é próximo do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão.
Apesar
da manifestação do presidente, o general foi trabalhar na segunda-feira, se
reuniu com funcionários e afirmou que só deixaria o cargo quando a demissão
chegasse oficialmente.
Cunha
foi indicado para o cargo ainda no governo Temer, em novembro de 2018, ano em
que a estatal teve 161 milhões de reais de lucro.
Leia a íntegra da carta enviada pelo general
Juarez Cunha aos funcionários:
DESPEDIDA
DOS CORREIOS
Meus
caros amigos e amigas dos Correios!
Após
sete meses à frente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, me afasto
do vosso convívio com a consciência tranquila de ter empenhado o melhor dos
meus esforços a serviço desta Empresa.
Foram
sete meses de trabalho em equipe, num ambiente de muito profissionalismo,
dedicação, camaradagem e cooperação, onde obtivemos excelentes resultados.
Os
índices da qualidade operacional superaram todas as metas, a recuperação
financeira no último ano apresenta resultados muito favoráveis e as
perspectivas futuras são excelentes. Nossa Empresa prossegue num franco
processo de recuperação iniciado em 2018.
A
criação do Projeto Balcão do Cidadão me enche de orgulho, pois os Correios
continuarão levando ao cidadão brasileiro, particularmente das localidades mais
remotas, seu apoio, traduzido em cidadania e integração nacional.
Orientei
minhas decisões com base na ética, na meritocracia e na restrição à influência
político partidária. Fundamentei minha liderança na busca dos melhores
resultados, no fortalecimento do espírito de corpo e no exemplo. Obtive um eco positivo
no âmbito da maioria dos empregados, que alavancaram o moral, a confiança e o
orgulho de pertencerem a esta empresa centenária.
Meus
amigos!
Há
50 anos, prestei meu sagrado compromisso perante a Bandeira do Brasil. Naquele
momento, jurei tratar com afeição os irmãos de armas e com bondade os
subordinados. Nunca deixei de cumprir com este juramento. Durante minha longa
carreira militar, atingindo o mais alto posto no Exército, cumpri com retidão
as palavras professadas diante do nosso invicto Pavilhão Nacional.
Assim
como defendi e respeitei todos os soldados do Exército de Caxias, também
respeitei e defendi todos os empregados dedicados que orgulhosamente envergam o
uniforme azul e amarelo.
Se
não fosse para exercitar minhas firmes convicções, eu não poderia ser o
Presidente dos Correios. Se não fosse para recuperar os Correios, no contexto
da recuperação do nosso País, eu não teria aceitado este grande desafio.
Esse
é um momento de serenidade e confiança no futuro. Todos os integrantes da
Empresa, desde a Diretoria Executiva até o Carteiro mais jovem, devem se
conscientizar da necessidade de prosseguir na jornada de recuperação e
modernização da ECT. Há ainda muito por fazer, existem muitos obstáculos a
ultrapassar, mas nenhuma barreira poderá reter as ações empreendidas com
coragem, dedicação e confiança.
O
meu muito obrigado a todos que contribuíram com minha gestão nestes poucos
meses. A missão ainda não está cumprida, mas confiamos que esta briosa
organização, com 356 anos completos, ainda tem muito a oferecer ao País.
Brasil Acima de Tudo! Correios no Coração de Todos!
Brasil Acima de Tudo! Correios no Coração de Todos!
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